O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação.Com isso , estão inseridos no contexto atual os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para as midias socias atuais,onde possuem um grande número de seguidores, predominantemente jovem. Assim, é importante analisar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros.
Sabendo da força dos influenciadores digitais, muitas empresas estão investindo nessas “webcelebridades” para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de moldar comportamentos, por serem mais próximos dos seus fãs despertam a vontade de acompanhar as sua tendência e estilo de vida. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo.
Além disso, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de alguns influenciadores podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Comportamentos racistas,machistas e homofóbicos são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.
Fica claro, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens.Com isso,cabe aos pais e familiares verificarem os conteúdos vistos pelos jovens e os alertarem sobre a manipulação que existe nas mídias para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.