O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/04/2020
Durante o século XVIII, a população mundial foi apresentada às inovações tecnológicas trazidas pela Revolução Industrial, tendo como uma de suas grandes consequências a criação da Internet como meio de comunicação e transporte de informações. Dessa forma, foi integrada ao terceiro setor da economia –encarregado da veiculação de serviços- um novo departamento voltado para o meio técnico-informacional. A partir disso, fomos cada vez mais submetidos à influência dessa área, responsável por moldar uma sociedade pautada no consumo descontrolado e sob o controle das mídias sociais.
Em primeira análise, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea está imersa no ideal da Modernidade Líquida, o qual afirma haver uma constante fluidez e instabilidade nas relações sociais, principalmente nas que envolvem economia e consumo, utilizados cada vez mais de forma superficial e materialista. Nesse cenário, fomos apresentados á uma nova forma de publicidade: a exercida pelos influenciadores digitais. Profissionais ou amadores, os “digital influencers”, normalmente divididos por nichos, têm o papel de ponte entre uma marca específica e seus clientes, utilizando-se das redes sociais como meio para manipulação e controle sob o que é desejado e consumido pela sociedade, assim tornando a população refém de um ideal de consumo já pré-estabelecido por grandes nomes e empresas.
Ainda neste contexto, como principais alvos da manipulação social temos os jovens, que se tornaram os mais influenciáveis por essa forma de propaganda, visto que, segundo a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, 90% dos jovens possuem uma vida socialmente ativa nas redes sociais. Assim, jovens adultos se tornaram o grupo que mais mantêm contato com o trabalho dos influenciadores digitais, os quais fazem questão de apresentar um modo de vida ideal e inalcançável, despertando nessa comunidade uma necessidade social de atingir esse padrão de vida, sendo esse acesso facilitado por meio do consumo de produtos e ideias disseminadas por esses profissionais.
Em virtude dos fatos mencionados, fica claro o grande poder de manipulação que a mídia tem sob a sociedade. Assim, cabe ao CONAR -Conselho Nacional de Auto Regulação Publicitária- executar medidas fiscalizadoras sob o uso indiscriminado das redes sociais como meio de propagação exacerbada de publicidade e consequente manipulação do que é consumido pela sociedade digital, por meio de programas capazes de impor limites ao número de propagandas que podem ser veiculadas por uma mesma empresa. Dessa forma será possível uma maior liberdade e segurança dentro da internet, de forma que os internautas tenham mais independência dentro das redes sociais.