O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
Após o avanço da Terceira Revolução Industrial, Era Informacional, os canais de comunicação se tornaram cada vez mais acessíveis e com eles um novo conceito de trabalho surgiu: influência digital. Dessa maneira, nota-se que essa nova linha de trabalho tem forte interferência na construção social dos jovens, gerando, infelizmente, um consumo inrracional e uma padronização social dos produtos ou serviços. Assim, é preciso que os efeitos desses influenciadores não afete a criticidade das pessoas.
De início, destaca-se que, durante esse processo de avanço digital, as grandes marcas foram usufruindo do grande alcance dos influenciadores sobre os jovens, por meio de propagandas, para gerar um desejo inerente ao consumo dos seus produtos e serviços. Esse fato é explicado no livro O Capital, de Karl Marx, uma vez que, com a diversidade de marketing sobre um item, o seu valor agregado não é necessariamente pela utilidade, mas sim pelo status causado ao consumir devido objeto de devida marca, sendo esse o conceito de Fetichização do Produto. Tal conceito é extremamente considerável quando um dos principais impactos é o consumo irracional, ou seja, uma pessoa prefere obter algo pelo que ela representa, e não pela necessidade, o que é preocupante. Com isso, fica claro que a alienação ao comprar um objeto ou um serviço é um grande problema.
Além disso, outro impacto causado pelos influenciadores digitais é a padronização social, visto que, para otimizar a margem de lucro, é indespensável que haja uma maximização de compatibilidades inerente ao consumo. Dessa maneira, é evidente que a indústria hoje produz baseada no que atende aos desejos da massa, isto é, antes de produzir um produto, ela precisa saber o que vai “prender” a atenção e a vontade do consumidor. Esse modo de produção vai de acordo com o que a Indústria Cultural faz, já que se fabricam “ilusões” padronizadas extraídas de uma cultura social criada, sendo esse o papel do influenciador, o que é grave. Portanto, é notório que essas intervenções comprometem a forma de agir e de pensar racionalmente do jovem.
Por fim, é clara a necessidade de controlar a influência exorbitante desses profissionais sobre os indivíduos. Assim é preciso que as instituições de ensino, responsáveis por uma parte da construção social de um ser, auxiliem no que tange ao consumo consciente, por meio de debates e palestras que esclareçam a real importância da criticidade ao comprar algo, com profissionais de marketing para mostrar como e quando uma propaganda deve ser séria, a fim de não comprometer o comportamento crítico das pesssoas. Ademais, é dever das indústrias otimizar os produtos, por meio de criações que obtenham o útil e o agradável- exemplos de desings avançados, porém com utilidade real-, com finalidade de diminuir os efeitos negativos dos influenciadores e melhorar as escolhas dos jovens.