O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/04/2020

Tendências. Morais. Comportamentos. Esses são os principais assuntos manipulados pela propaganda durante a história humana, seja por meio do jornal, da rádio, da televisão ou dos influenciadores digitais. Essas pessoas fazem parte de uma nova forma de publicidade adotada pelas empresas para alcançar os jovens, o que reverbera em uma manutenção do pensamento dessa faixa etária para também alimentar o consumismo.

Em uma primeira observação, percebe-se que os ‘youtubers’ são o centro do que representa os interesses do jovem contemporâneo, portanto é uma das melhores formas de alcançar essas idades. Segundo o filósofo Umberto Eco, a mídia estimula uma padronização do pensamento. Por isso, no que concerne ao “merchandising” , os influenciadores - pagos para falar bem de ideias ou produtos - assumem um papel midiático para a formação do pensamento dessa faixa etária, como prova o exemplo dos 45 mil reais pagos pelo governo Temer a youtubers para elogiarem a reforma do Ensino Médio, segundo o jornal Folha de São Paulo.

Ademais, uma outra consequência dessa problemática é o estímulo ao consumismo. Pela ideia de Indústria Cultural da Escola de Frankfurt, o interesse em lucro pelas empresas as leva ,através de um meio de comunicação - no caso, os influenciadores - a vender em massa seus produtos, pela homogeneização da cultura. Dessa forma, os influentes de várias áreas, consequentemente, tornam-se criadores de tendências que incentivam a compra dessas mercadorias. Prova disso, são as milhares de youtubers de maquiagem ou moda que, por serem consideradas mais experientes no assunto, recomendam as marcas aos seus inscritos.

Portanto, é fundamental abrandar esses impactos na formação dos jovens. Para isso, é preciso que o Estado promova o pensamento crítico dos seus adolescentes para evitar uma manipulação. Nesse sentido, é preciso que o Ministério da Educação trabalhe nas instituições educacionais públicas e privadas aulas de filosofia voltadas para o estímulo do pensamento crítico. Nessas aulas, serão discutidas o papel da mídia e da indústria cultural na sociedade, com professores que estimulem o debate e a criticidade dos seus alunos. Dessa forma, será possível que os jovens criem discernimento do que veem online e tenham consciência do que compram pela influência dos influenciadores.