O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
Com a nova era digital, surgiu os influenciadores digitais que são a chave para o engajamento público, eles influências as pessoas de diversas formas. Essa influência pode ser perigosa, principalmente para os jovens, que estão passando por um processo formativo. Os “influencer” as vezes divulgam produtos sem nem saber a qualidade deles e mostram coisas que nem sempre são boas para a formação do caráter de um jovem.
Em primeiro lugar, é perceptível que muitos “influencer” não procuram saber informações dos produtos que divulgam, empresas mandam os produtos para a residência deles e eles ganham dinheiro para fazer “publi”, essas publicações são vistas por milhares de pessoas e influenciam muitas delas a quererem adquirir as mercadorias, e de tanto ver conteúdo de propaganda desse produto os seguidores desses influenciadores começam a sentir uma necessidade de comprar. Essa relação entre as marcas e os influenciadores pode ser explica pelo o filósofo George Orwell, “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Onde há uma relação de controle da mídia e das instituições financeiras sobre o público. Essa indução pode ser bem preocupante, pois com ela é gerado uma geração de pessoas influenciáveis e sem opinião própria.
Em segundo lugar, nem todos os influenciadores digitais se preocupam no conteúdo que produzem, eles não pensam na influência que aquela publicação poderá ter na vida dos jovens que os seguem nas redes sociais. Alguns “influencer” não têm responsabilidade no que postam e no que dizem, isso pode contribuir para uma má formação do caráter dos adolescentes, o “youtuber” Julio Cocielo foi acusado fazer algumas piadas racistas em seus vídeos para o “youtube”, comentários assim reforçam estereótipos e distorcem a visão do público juvenil, formando pessoas que talvez comecem a achar normal essas atitudes e a até reforcem elas. O impacto que esses influenciadores digitais causam na vida dos jovens tem um papel formativo de caráter.
Portanto, é necessário que seja tomada medidas, o ministério da cidadania junto com o CONAR, Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária, criar leis a publicidade nas redes sociais, essas leis devem ter por função regulamentar a forma como são feitas as publicidades, para que diminuam a propagandas que são prejudiciais a formação dos jovens; Além disso, as plataformas sociais, devem criar um filtro de conteúdo, onde serão divididos os conteúdos pelas faixas etárias, e também deve haver a exclusão de conteúdos que estimulam violência, ódio e preconceitos.