O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/04/2020

‘’As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha’’. Essa máxima do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é referente ao período atual, em que as redes sociais não servem somente para a comunicação, mas também de referência para outras pessoas de como deve ser seu estilo de vida, sendo influenciados por outras pessoas. A cada dia que passa o número de influenciadores digitais tem aumentado no You tube, Instagram e Facebook, que a maioria do público é juvenil. Sendo assim, é necessário analisar o impacto dos influenciadores digitais na vida dos jovens, que passam cada vez mais tempo nas redes sociais.

No filme, ‘’modo avião’’ estreado pela Netflix, retrata Ana, uma jovem influencer que é viciada nas redes sociais, postando tudo que acontece na sua vida, estando o tempo todo com o telefone celular, e com isso causa inúmeros acidentes de carro, e muitas vezes negligencia sua família para dar atenção a sua vida social. Assim como Ana, muitos jovens estão o tempo todo nas redes sociais e não se veem longe delas, e seguem pessoas que mostram seu dia a dia, e muitos desejam ter aquela vida perfeita, porém ninguém sabe se é perfeita mesmo.

Além disso, nas redes socias existem uma forte positividade tóxica, que as pessoas estão sempre felizes, tudo é perfeito e estará tudo bem se você tiver pensamentos positivos, causando assim frustração nas pessoas por não conseguir ser felizes como eles dizem que são. Esse é o maior exemplo dos ‘influencers’ que sempre pregam paz, gratidão e felicidade. E isso causa nos jovens, a ideia que não pode ser triste, não pode ter uma vida simples e coisas do gênero, gerando a busca incessante por comparação e alienação por sempre seguir a opinião desses influenciadores, não gerando senso crítico.

Por conseguinte, é inquestionável que os influenciadores digitais tem um poder sobre os jovens, no modo que eles fazem suas escolhas e agem. Por isso, é necessário que a família e a escola, com palestras e diálogos, abordem sobre os perigos que há nas redes socias e tipos de conteúdo contraindicados. Paralelamente a isso, os pais e responsáveis, monitorem os tipos de conteúdo que os jovens seguem e alertar sobre a alienação e passividade que eles terão ao seguir tais tipos de conteúdo que não contribuem para sua formação.