O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
De acordo com o geógrafo Milton Santos, a máquina ideológica da atual globalização torna o sonho da cidadania distante e o culto ao consumo estimulado. Nesse sentido, é notório observar que a forma de influência da mídia mudou no corpo comunitário com o avanço da tecnologia. Os “influencers”, por exemplo, são pessoas com alto alcance coletivo nas redes sociais logo se tornam uma das principais fontes de atuação na formação dos jovens, visto que essa é a classe etária que mais usam tal meio de comunicação. Entretanto, com o objetivo de demonstrar uma vida perfeita por intermédio das mídias sociais, principalmente por causa do grande acúmulo de bens materiais, a sociedade juvenil tem, portanto, o seu “culto ao consumo” estimulado.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que durante a revolução industrial, a mídia, por meio da intervenção dos meios de comunicação em massa, achou necessário estimular o consumo sobre a classe trabalhadora da época. Desse modo, é possível notar que com o aprimoramento da ciência atual a influência midiática tornou-se mais direta e pessoal no cotidiano da sociedade e principalmente da juventude que não possui um senso formado, logo acabam a ser alvos mais fáceis para imposição da ideia de que possuir é mais importante que ser.
Em segundo lugar, o pensamento marxista mostra que a priorização de bens pessoais em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade. Dessa forma, o impacto dos influencers traz a maturação do pensamento para uma futura sociedade consumista, individualista e fútil. Pode-se observar dessa maneira, que a plataforma de alcance social que os influenciadores possuem e intervenção direta na convicção da comunidade é ampla, porém muitas vezes visam o rendimento pessoal logo não utilizam-se do artifício para o bem social e sim pessoal.
Em suma, faz-se necessária a atuação do ambiente escolar para a formação de indivíduos com a criticidade estimulada a fim de terem uma ação refletora sobre a superficialidade do culto ao consumo e então se preocuparem com assuntos sociais e obterem o pensamento coletivo. Além disso, cabe um posicionamento social sob a ação dos influenciadores digitais para questões ademais do acúmulo de bens materiais e usarem tal plataforma para quesitos comunitários de tal forma que com a grande gama de alcance transforme grandes “redes do bem”, pois assim a “máquina ideológica” não terá seu objetivo alcançado e a cidadania será realmente efetivada.