O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 10/04/2020
Segundo o sociólogo Bauman, sociedade se encontra em “tempos líquidos”. Ou seja, tem-se um afastamento das relações interpessoais, e por consequência disso, uma terceirização da educação. Isso ocorre em função de uma logica capitalista, a qual o ter estar em detrimento do ser. Diante disso, os influenciadores digitais provocam grandes impactos na formação dos jovens, tais como a contribuição para uma doutrinação do capitalismo, e ainda podem possuir poder de manipulação comportamental sobre essa faixa etária.
Nessa conjuntura, de acordo com o sociólogo Erving Goffman, a sociedade se encontra em um processo de ‘‘mortificação do Eu’’. Tal premissa se concretiza pela perda do pensamento individual, por influência de fatores coercitivos, e o individuo se junta à uma massa coletiva de forma acrítica e passiva. Diante disso, em muitos casos, os influenciadores digitais contribuem para uma doutrinação capitalista, ou seja, por meio de propagandas de produtos patenteados pelas grandes empresas, criam-se nos jovens um consumismo, muitas vezes, alienado de reais necessidades. Prova disso, esta em pesquisas realizadas pela Youpix, na qual apontou que 48% dos jovens já realizaram compras, usando apenas como fonte de informação a respeito do produtos, os “influencers” digitais.
Além disso, segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação brasileira se caracteriza como “bancária”, pois é depositado informações no corpo docente, a quais sejam aceitas como verdades absolutas, sem provocar reflexões críticas, e assim também tosando sua curiosidade científica. Junto a isso, os influenciadores digitais tem uma facilidade na manipulação do comportamento dos jovens, pois esses são considerados como símbolos de vitoria social, isso acontece em função da logica capitalista, a qual o ter se sobrepõe ao ser. Prova disso, esta em pesquisa feitas pela Youpix, na qual aponta que 90% dos jovens, já sofreram alguma indução comportamental pelos “influencers”.
Portanto, é necessário tomar medidas para se combater o processo de “tempos líquidos”, e por sua vez, a terceirização da educação. Logo, o ministério da educação deve combater a perda do pensamento individual, por meio de palestras e debates conduzidas por profissionais da área, visando a conscientização dos jovens a respeito da importância de criar valores e condutas próprias, e entender as necessidades individuais, para que não haja um consumismo alienado. Além disso, é fundamental que o ministério da educação combata a ausência da reflexão crítica nos que se encontram nessa faixa etária, por meio de palestras e debates que tratem da conscientização dos indivíduos a respeito de que para se atingir um bem-estar social, os valores éticos e morais que compõem o ser tem que estar sempre em detrimento do ter.