O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
De maneira análoga ao empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana, nessa perspectiva, a sociedade apresenta descontentamento frente ao direcionamento, bem como à prática alienante exercida por muitos influenciadores digitais no âmbito formacional dos jovens brasileiros. Contudo, além do despreparo crítico, a injustiça secular centrada em ineficiências Estatais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim. Destarte, pontua-se, a priori, que com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, consequentemente, o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que os avanços hodiernos e a ascensão do regime capitalista modificaram a “esfera” mercadológica. Dessa forma, perpassado o tempo, o “marketing”, na atualidade, focaliza a atuação dos influenciadores digitais que, mediante uma rede de influências criada no ambiente virtual, direcionam a prática consumista dos seus seguidores. Assim, o despreparo crítico dos jovens ratifica o direcionamento objetivado e provoca um indubitável paradoxo frente ao utópico pleno desenvolvimento da racionalidade, já que a autonomia pensante permanece intangível. Outrossim, os “influencers” não apenas orientam o consumo do contingente juvenil, mas também alienam tal parcela populacional ao propagar ideais vinculados à perfeição que, na ausência de uma construção educacional qualitativa, potencializam a insatisfação individual frente à realidade vivenciada no Brasil. Nesse contexto, infere-se que o nefasto sistema educativo perpetuante é um dos responsáveis por tal calamitoso cenário, visto que a educação brasileira é definida como “bancária” pelo pedagogo Paulo Freire, pois apenas deposita conhecimentos no discente. Portanto, é formado um jovem carente do estímulo à criticidade e facilmente alienável na contemporaneidade, já que meramente assimila os conteúdos propagados pela internet sem qualquer questionamento. Logo, medidas são imprescindíveis à dissolução dos impactos negativos gerados pelos influenciadores na formação juvenil. A princípio, faz-se imperativo que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) incentive a prática crítica no meio virtual e, mediante a promoção de palestras abertas ao público, possibilite mitigar o direcionamento realizado na internet pelos “influencers”. Ademais, o Estado, a partir da realização de oficinas periódicas destinadas à qualificação da metologia de ensino dos educadores, deve tornar a educação mais clara e, assim, formar jovens conscientes para que o ideal de evolução proposto por Thomas Edison seja, finalmente, atingido no Brasil.