O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, existe um conceito conhecido como “indústria cultural”, que explica a padronização de valores transmitidos através dos veículos de comunicações. Contextualizando a teoria na realidade mundial, percebemos que os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens vêm crescendo cada vez mais. E a falta de dialogo dentro de casa colabora para o lado negativo desse crescimento juvenil.
Em primeira análise, uma pesquisa feita pela Youpix revela que quase 65% de jovens entre 18 e 34 anos já utilizaram influenciadores como fonte para conhecer marcas e produtos, além dos quase 50% que chegaram a consumir algo por sugestão desses influentes. Dados como esses comprovam o quanto essas pessoas têm o “poder” de fácil convencimento em relação aos seus seguidores. As mudanças do mercado de marketing e as ampliações dos meios de comunicação, principalmente com a internet, através das redes sociais, contribuem muito, lamentavelmente, para a afirmação dos esteriótipos impostos pela sociedade.
Em segunda análise, de acordo com o filósofo iluminista John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa e sua consciência é criada a partir de seu meio de vivência. Associando essa teoria ao contexto, é possível perceber que a falta de auxílio, por parte dos pais, de como navegar pela internet e os tipos de influenciadores adequados para o consumo de cada faixa etária, acaba abrindo portas para uma consumação equivocada pelos jovens. Exemplo comprovado com parte dos estudos do mesmo filósofo, Adorno, no qual explica que a cultura de massa, quando digerida de forma irresponsável, torna os seres humanos incapazes de agir moralmente.
Portanto, fica claro que medidas precisam ser tomadas a fim de entender melhor e reduzir as partes negativas que os impactos dos influenciadores digitais causam na formação dos jovens. A mídia, já que tão influente, deve propagar a redução das formas equivocadas de consumir o conteúdo dos influenciadores e a diminuição dos esteriótipos impostos pela sociedade. Essas ações devem ser feitas por meio de palestras onlines com especialistas, propagandas, vídeos e parcerias com os próprios profissionais da área; o que concretizaria uma forma consciente de consumo e de pensamento dos cidadãos. Já as famílias devem conversar mais com seus jovens e buscar conhecer melhor o tipo de assunto e quem eles procuram na internet. Isso deve ser feito através de diálogos, inclusive com as crianças, gincanas, jogos e pesquisas no próprio meio de navegação do filho; o que reduziria o número de jovens consumindo assuntos inadequados para suas idades e a influência excessiva desses trabalhadores digitais. Evitando-se, assim, a parte do estudo comprovado por Adorno.