O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/04/2020
Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, vivemos em um mundo propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível, o que se aplica, no início dos anos 2000, a repentina passagem da fase dos artistas “analógicos”, como a cantora Xuxa, para os digitais como o “youtuber” Luccas Neto. Com efeito, os influenciadores da internet atingem pessoas em uma quantidade exorbitante em todo o mundo, ao qual os idolatram excessivamente. Nesse sentido, vale ressaltar que os influentes virtuais impactam diretamente os jovens incentivando compras excessivas e propiciando ao aumento do vício em redes sociais.
A priori, faz-se importante enfatizar que o contato prematuro com o consumismo entre o público juvenil, deve-se, entre outras causas, as propagandas geradas pelos criadores de conteúdo “on-line”, posto que a mente das crianças e dos adolescentes ainda não estão completamente formadas, sendo, portanto persuadidas a consumirem o produto anteriormente anunciado. Além disso, de acordo com o filósofo alemão Karl Marx, a desvalorização do mundo humano cresce em razão direta com a valorização do mundo das coisas, isto é, com o acréscimo da veneração de ícones digitais, os jovens ignoram o plano"real", isolando-se socialmente em seus quartos, visto que estão altamente distraídos com as publicações de por exemplo “instagramers”.
A posteriori, o uso excessivo de sites que interagem com influentes virtuais, como o “Facebook”, vem se acentuando de forma exponencial entre os jovens, devido a ausência de mecanismos que regulem o tempo de uso dos celulares. Ademais, segundo uma pesquisa realizada em 2019 pela revista Super Interessante, um adolescente desbloqueia o smartphone mais de duzentas vezes por dia, o que faz com que torne-se dependente das postagens dos influentes digitais.
Os impactos gerados em jovens são problemas atuais que devem ser reduzidos. Logo, cabe as grandes empresas tecnológicas, como a “Google”, criarem termos de acordo com os criadores de conteúdo digitais, para não vender seus produtos sem antes com autorização dos responsáveis dos telespectadores, por meio da implantação de leis em todas as plataformas virtuais que assegurem a venda sem conscientização dos pais da criança. Além disso, implantem ferramentas com a medida de uso diário, por meio da programação dos aplicativos de redes sociais, mediante de avisos em caso de excesso de utilização, notificarem os pais. A fim de que possamos viver em um mundo real, com a mínimo efeito de marketing.