O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/04/2020

A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra a partir do século XVIII, trouxe grandes avanços tecnológicos para a humanidade e logo se espalhou pelo mundo causando grandes transformações. Devido a esse acontecimento, vive-se na contemporaneidade a criação de diversas profissões dependentes da tecnologia, uma delas é a de influenciador digital, que utiliza as redes sociais para compartilhar o seu dia a dia, suas opiniões e sonhos com as pessoas que o segue. A partir desse contexto, é válido discutir até que ponto esse tipo de influência é positiva e saudável para as pessoas e quando ela se torna  negativa e perigosa.                                                                                                       É  fundamental, em uma primeira observação, ressaltar que os “influencers” possuem grande prestígio entre os jovens, visto que muitos apresentam idades parecidas ou até mesmo iguais. Portanto, é essa faixa etária entre os 18 e 34 anos, que são as mais influenciadas pela publicação de post na internet. É a partir dos chamados “publipost”, que os influenciadores tem a oportunidade de testar os produtos de diversas empresas e indicar para os seus seguidores aqueles que mais o agradaram. Por isso, os jovens seguem nas redes sociais os profissionais que mais tem algo a lhe oferecer, seja intelectualmente, engajando em alguma atividade ou que apresentem conteúdos que atendem as suas necessidades.                                                                                                                                                     Entende-se, entretanto, que o uso dessas plataformas digitais pode se tornar danoso ao jovem, quando influenciado de forma negativa, causando impactos na sua formação. Tais ações negativas, podem estar ligadas ao desejo exagerado pelo consumo, visto que os influenciadores estão sempre fazendo propagandas de diversas marcas e incentivando as pessoas a adquirirem determinados produtos. Logo, é necessário que os pais, mantenham um diálogo com os seus filhos, para descobrirem quais sãos os seus ídolos, para que se tenha o conhecimento de que tipo de informação esses jovens estão recebendo, a fim de orientá-los. Contudo, o fato de tais influenciadores acarretarem desejo consumista nos jovens, é fundamentado em uma pesquisa feita pela plataforma digital Youpix, em que 48% dos jovens já compraram algum produto, levando em consideração as dicas compartilhadas pelos criadores de conteúdo.                                                                                                                                        Sendo assim, fica evidente que os criadores de conteúdo podem contribuir tanto positivamente para a formação do jovem, quanto negativamente. Diante disso, é necessário que os pais entrem nessa nova era tecnológica, para que conheçam os diversos criadores de conteúdos e possam pesquisar e se informar, para encontrar aquele que irá agregar positivamente na formação acadêmica de seus filhos, a fim de incentivà-los a seguirem boas influências.