O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/04/2020
Segundo os filósofos alemães Adorno e Horkheimer, há uma “indústria cultural”, que está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Dessa forma, essa teoria é confirmada com o impacto causado pelos influenciadores digitais, uma vez que milhares de jovens brasileiros querem seguir o mesmo estilo de vida e terem o mesmo pensamento que algumas ‘‘subcelebridades’’. Com base nesse viés, é importante analisar de quais maneiras a opinião do indivíduo pode ser atingida, tal como a sua autoestima.
A priori, é importante ressaltar que a profissão dos influenciadores digitais cresceu na última década, juntamente com a geração Z — que é como os sociólogos chamam a geração nascida entre 1990 e a primeira década do século XXI — fazendo com que essa geração acabe tendo uma grande influência provinda desses profissionais digitais, (seja sobre um produto ou uma marca), causando, às vezes, um gasto desnecessário por parte do jovem influenciado que apenas comprou algo porque alguém que admira, o indicou. Em um estudo da ODM Group, foi constatado que mais 70% dos consumidores analisados na pesquisa utilizam suas redes sociais para se basearem nas opiniões alheias sobre um produto na hora de comprá-lo. Assim, pode-se observar, o poder que os influenciadores têm na vida dos jovens, seja por meio de vídeos ou por fotos publicadas.
Ademais, muitas empresas querem vender um padrão de beleza inalcançável naturalmente, usando blogueiras para a distribuição de certa imagem. Por conseguinte, isso podem levar à um análise autocritica, desenvolvendo a necessidade de ser ‘‘curtido’’. Contudo, essa busca pelo modelo ideal de corpo acarreta em uma queda na autoestima de muitos jovens, visto que ao não conseguir o que almejam podem desenvolver distúrbios, como distorção da imagem, anorexia e bulimia. Tendo em vista os aspectos analisados, faz-se mister que a mídia e as empresas de moda, cosméticos e especializados em finança criem propagandas nas redes sociais e também levem palestras aos centros educacionais ensinando educação financeira e mostrando hábitos saudáveis para manter a autoestima elevada. Além disso, que divulguem perfis criados justamente para quebrar os esteriótipos dos padrões de beleza, como é o caso do ‘’@arewenearlybareyet’’, que mostra de uma forma divertida que todos os corpos são lindos. Portanto, é necessário que essas medidas sejam tomadas, a fim de que haja uma rede social mais saudável tanto para o bolso quanto para a mente.