O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 13/04/2020

Durante a segunda guerra mundial, o ditador Adolf Hitler, utilizou-se de recursos midiáticos para propagar as suas ideologias e introduzi-las, sutilmente, no cotidiano da população. Assim, os influenciando a adotar a doutrina nazista. Hodiernamente, os meios de influência ainda estão presentes na sociedade brasileira, porém, de modo mais modernizado. A globalização permitiu a ascensão das redes sociais no século XXI, e com ela as novas ferramentas e profissões, como os influenciadores digitais, que vem ganhando grande notoriedade devido aos seus conteúdos. Infelizmente, nem todos estes conteúdos trazem consequências positivas para o público alvo, majoritariamente jovens, que estão gerando exacerbado consumismo e impactos negativos na saúde mental destes.

Em primeira análise, observa-se que o aumento do consumismo entre os brasileiros é inerente a evolução do marketing e intenso fluxo de propagandas através da mídia. Dessa forma, sabendo do poder dos influenciadores digitais sobre os internautas, as empresas estão investindo na divulgação de produtos através deles. Por consequência, essas estratégias de publicidade apresentam um aumento, em grande escala dos padrões consumistas atuais, gerando uma má gestão e educação financeira por parte dos jovens que representam o futuro e reflexo do país. Segundo uma pesquisa realizada pela Youpix, apenas 10% dos jovens ,entre 18 e 24 anos, disseram que nunca foram influenciados pelas pessoas que divulgavam uma empresa ou algum produto específico.

A posteriori, é de suma importância ressaltar o conceito de “indústria cultural”, criado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos os criadores de conteúdo e a sustentação destes através de um esteriótipo de uma vida perfeita inexistente. A padronização deste estado ideal deturpado acarreta na construção de uma insegurança com a autoimagem do público, que constantemente compara sua vida real a perfeição exposta nos veículos sociais. Tal comparação impacta a saúde mental dos usuários negativamente, contribuindo para eclosão de diversos distúrbios psicológicos nos jovens, assim, comprometendo a saúde pública nacional.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Ademais, torna-se relevante a conscientização dos jovens e responsáveis acerca das consequências do consumismo e dos distúrbios psicológicos no meio digital. Dessa forma, uma parceria entre o MEC e o Ministério da saúde deve ser consolidada, propagando palestras e campanhas de conscientização nas escolas da rede pública e privada, objetivando desenvolver uma inteligência emocional, acerca de escolhas e pensamentos. Impedindo os jovens de se tornarem alienados, como na segunda guerra mundial.