O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 10/04/2020

O século XX é marcado pelo o início da Revolução Técnico-Científica-Informacional, a qual trouxe para a possibilidade que informações fossem transmitidas cada vez mais rápido e estimulassem a interação entre as pessoas. Com isso, a criação das mídias sociais desaguou no fenômeno dos influenciadores digitais como, por exemplo, os youtubers e blogueiros. Sendo assim, tais influenciadores por meio de uma manipulação consciente ou inconsciente impacta na formação de opinião dos jovens e, ainda, servem como ferramentas favoráveis para o aumento do consumismo.

É importante, primeiramente, entender que os influenciadores digitais tem uma forte capacidade de induzir certos comportamentos nos jovens. Dentro da teoria do filósofo Michael Foucalt, o homem é submetido a forças e poderes, como as mídias e seus influenciadores digitais, que dominam saberes e discursos mutáveis e fabrica uma disciplinarização dos corpos. Assim, o jovem ao ser bombardeado de informações e opiniões daqueles que ele acompanha e admira acaba sobre uma indução para classificar o certo e o errado. Logo, o “influencer” detêm da capacidade de formação de opinião dos jovens, mesmo que seja de forma involuntária.

Convém pontuar, ainda, que por meio de “publipost” e “marketing digital” os novos influenciadores do século têm a capacidade de induzir a compra exacerbar entre os jovens. Com isso, entende-se que os jovens são submetidos a uma enorme quantidade de publicidade que simulam a ideia de acessibilidade e prazer, e gera nos indivíduos o desejo de possuir as mercadorias ao manipular o consumidor, seguindo a lógica capitalista. Isso porque, segundo os filósofos Adorno e Horkheimer, alunos de Frankfurt e defensores da “Teoria Crítica”, o sistema capitalista, por meia da Indústria Cultural, não vende apenas produtos, mas sim um pseudo-felicidade que desperta um desejo compulsório de consumo nas pessoas.

Nota-se, portanto, que os influenciadores digitais exercem um poder de manipulação na formação de opinião dos jovens e contribuem para o consumismo exagerado na sociedade. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, com seu poder de organizador social, em conjunto ao Ministério da Educação, como mediador do ensino brasileiro, incentivar e fortalecer o senso crítico, por meio do ensino, entre os jovens para, assim, eles saberem discernir sobre suas convicções sociais e questionar discursos dos “influencers”. Ademais, cabe a família, por ser o transmissor primário de costumes, o ensino sobre educação financeira e que busque entender os males do consumismo exacerbado. Assim, poder-se-à ter uma sociedade com forte interação por meio da globalização, mas que entenda o importância de decernir e interpretar sozinho os discursos na redes sociais.