O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 15/04/2020
Com a Globalização o mundo tende a estar cada vez mais conectado e próximo virtualmente. Com isso, novos meios de trabalhos surgem no campo da “web”. Entre eles, os influenciadores digitais que divulgam marcas e estilos de vida na internet. Assim, causam impactos na formação dos jovens, tanto por lhe induzirem, muitas vezes, a comprar algum produto e terem um estilo de vida considerado perfeito ou por ficarem conectados todo o tempo e deixar de ter uma vida real.
A priori, a crise identitária que é vivenciada no século XXI tem se agravado, pois todos os dias os jovens são bombardeados pela internet e seus influenciadores com propagandas de produtos e jeitos propagados como o certo para viver. Isso chama a atenção dessa faixa etária, porque sentem a necessidade de estarem de acordo com a maioria para se sentirem bem ou para não sofrerem “bullying” dos seus colegas. Além disso, a escola de Frankfurt aponta que a massificação acaba com a individualidade do ser e passa a ter um estilo único global, o que pode levar a decadência de inúmeras culturas. Essa análise é refletida na sociedade atual, uma vez que a busca por padrões de beleza, roupas e costumes iguais tem se intensificado, impactando a vida dos jovens, principalmente a daqueles que não conseguem estar inseridos no parâmetro aceito socialmente.
A posteriori, a internet é um meio que se atualiza a todo minuto. A exemplo, o aplicativo “Instagram” sempre traz novas publicações a cada atualização que o usuário faz. Isso faz com que os jovens fiquem presos a essa realidade e estejam sempre conectados e atualizando seus perfis para estarem de acordo com a maioria. Outro fator é que, como os influenciadores digitais são pagos, muitas vezes, para estarem sempre postando a sua rotina e trazendo entretenimento para as pessoas, os jovens ficam cada vez mais presos a esse canal de conexão. Esse fator faz com que eles esqueçam as pessoas que estão ao seu redor e criem um mundo imaginário próximo aos dos “influencers” que eles costumam acompanhar, quando não há êxito se frustam e enfrentam problemas como a depressão e ansiedade. Prova disso é que a taxa de mortes relacionadas a depressivos aumentou 705% do último século para o atual, segundo o Jornal Folha de São Paulo.
Portanto, é necessário que os canais da “web” preparem os influenciadores de acordo com a realidade social dos jovens de cada país, por meio de cursos oferecidos pelas marcas que os financiam e salas de bate-papo online, em que os usuários podem deixar novas sugestões para que possam se sentir melhores nesse meio que usam para entretenimento. Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia estarem atentos às postagens dos influenciadores para que não haja problema com os demais jovens, por meio da fiscalização eletrônica e multas a quem desrespeitar as leis na “web”.