O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/04/2020

Com a Constituição Federal de 1988, fica assegurado à toda população brasileira, por intermédio dos direitos civis, a plena liberdade de escolha, que atribui aos indivídios a responsabilidade pela sua própria formação intelectual. No entanto, com a forte difusão das mídias cibernéticas na contemporâneidade, as ações dos influenciadores digitais têm ido contra os princípios constitucionais, uma vez que esses novos profissionais são responsáveis por promover uma deturpação dos fatos, que induzem as ações das pessoas, aniquilando assim, o direito da liberdade de escolha individual. Dessa forma, é importante analisar a relação da sociedade com os meios digitais e o impacto dos influenciadores diante desse canal comunicativo, a fim de compreender a problemática em questão.

A princípio, com a grande facilidade de se conectar às ferramentas cibernéticas, os jovens estão cada vez mais propícios a serem coagidos por grandes empresas que se utilizam de influenciadores digitais para divulgar seus produtos. De acordo com um estudo realizado pela “Youpix”, que é especialista no mercado de criação de conteúdos para internet, cerca de 48% dos jovens já efetuaram uma compra levando em consideração a opinião dos influenciadores do ambiente virtual. Dessa forma, fica claro que a liberdade de escolha das pessoas não é levada em consideração, uma vez que a indústria capitalista visa exclusivamente a obtenção de lucros a partir das propagandas que interferem diretamente na capacidade opinativa dos indivíduos.

Além disso, o poder de persuação dos formadores de opiniões digitais é outro fator que interfere na formação dos jovens brasileiros. Segundo o jornal Folha de São Paulo, cerca de 70% da população  juvenil tem a internet como única fonte de informação e, como o ambiente virtual não favorece o pensamento crítico acerca dos fatos sociais, os jovens acabam sendo formados como seres incapazes de compreender a dinâmica civil. Nesse sentido, os influenciadores digitais, que são responsáveis pela transmissão de conteúdo para os internautas, são contratados pelas grandes empresas que têm objetivo de disseminar um determinado ponto de vista e ao propagar essas idéias unidirecional, acabam inviabilizando o processo de formação intelectual dos espectadores.

Portanto, para que a ação dos influenciadores digitais não configure uma sociedade caótica, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, compete ao Governo Federal coibir as ações que induzam o comportamento insconsciente da sociedade, por meio de uma Lei, que deverá se chamar Lei do livre acesso informacional. Essa legislação deverá atribuir limites as propagandas feitas na intenet. Feito isso, será possível garantir que a sociedade tenha direito à liberdade de escolha, assim como previsto na Constituição Federal de 1988.