O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 15/04/2020

A Revolução Técnico Científica ou terceira Revolução Industrial, ocorrida na segunda metade do século XIX, deixou inúmeros legados à sociedade atual e, um desses, foi o avanço da tecnologia. Desde então, a sociedade modificou-se baseada nos meios técnicos. Assim, depois de inúmeros avanços, o advento da internet foi o que mais marcou, uma vez que facilitou a comunicação entre todo planeta. Todavia, o meio digital influencia a formação das pessoas, principalmente a faixa etária juvenil, uma vez que intensifica um padrão de beleza feminino e impõe um modo de vida perfeito.

Primeiramente, é notório que a profissão de “digital influencer” tem ganhado muito espaço no mundo todo, seja pelas redes sociais, com “Twitter” e “Instagram”, ou por meio de vídeos no Youtube, sendo o público feminino o alvo. Segundo a cantora brasileira Bia Ferreira, na música “Miss beleza universal” o problema de ter tantas pessoas falando do corpo feminino ou de receitas para emagrecer “5 Kg em 2 dias” é o fato de intensificar um padrão de beleza inalcançável em que mulheres são vítimas por não parecerem com pessoas que editam e manipulam fotos. Logo, o que se observa é que o consumo de vídeos ou fotos nas redes sociais de influenciadores prejudica a saúde mental feminina, na qual a mulher é forçada a pensar que não deve ter estriais, celulites, acnes ou qualquer “imperfeição”, o que leva à doenças mentais, como a depressão.

Em segunda análise, o influenciador digital só posta nas redes sociais o que agrega ao conteúdo que ele aborda e, muitas vezes, não mostra a vida real por trás das câmeras, o que também impõe aos jovens um modo de vida. De acordo com pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o consumo excessivo de redes sociais causam insatisfação e sentimento de fracasso, principalmente a geração mais nova. Assim, observa-se que em muitas páginas de blogueiros (as), a vida é romantizada e dá tempo de ser muito produtivo durante o dia, com trabalho, prática de exercícios físicos, comidas saudáveis, dicas de beleza e tantas outras atividades, o que prejudica jovens com vidas reais e que, às vezes, só possuem tempo de cozinhar e dormir pós o trabalho e/ou faculdade. Logo, o estilo de vida mostrado nas redes sociais muitas vezes não condiz com o problemas da vida real do jovem, o que também é motivo para o desenvolvimento de doenças mentais.

Em vista disso, cabe ao Ministério da Família e dos Direitos Humanos promover palestras em comunidades e escolas, alcançando o público infanto-juvenil, sobre o respeito que se deve ter sobre o corpo feminino e como movimentos de luta são importantes para combater tal padrão de beleza, a fim de conscientizar toda população sobre a aceitação corporal. Somado a isso, o Ministério da Educação deve criar propagandas que incentivem o senso crítico sobre o conteúdo que se consome.