O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
O programa “Big Brother Brasil”, transmitido pela emissora Globo, consiste em reunir pessoas de diferentes regiões,condições e profissões,na disputa pelo prêmio de mais 1 milhão de reais. A edição de 2020, contou com uma surpresa, além dos anônimos, influenciadores digitais ingressaram na disputa pelo prêmio. Assim, mostra-se o forte poder de marketing em torno dessas pessoas, ora que, a edição acumula recorde de audiência e votação. Todavia, ao voltar a atenção de um grande contingente de telespectadores, cria-se uma responsabilidade ainda maior, visto que, as ações dessas pessoas impactam diretamente na formação dos jovens brasileiros, seja pela padronização social, seja pelo alto desejo de consumo a produtos de alto valor.
Em primeiro lugar, vale destacar que, a era dos “smartphones” e dos influenciadores digitais, cria uma competição de quem posta a imagem mais bonita, assim, criando uma ditadura estética, que dita tendências a serem copiadas por um grande número de pessoas, principalmente do público jovem. O problema urge, na falta de respeito aos diferentes biótipos, que criam transtornos de autoimagem e de insatisfação para os que são a antítese do modelo a ser seguido. Segundo Guy Derbord, sociólogo francês, vivemos na sociedade do espetáculo, a qual, é passiva, apenas contemplando e obedecendo padrões. Dessa forma, os usuários são “bombardeados” e uniformizados, em grande parte influenciados digitalmente a seguirem padrões motivados economicamente.
Por conseguinte, nota-se um crescimento do consumismo, um estilo de vida orientado pela alta consumação de bens. Entre o público jovem, isso tem se agravado por conta das redes sociais, haja que ao se tornar preferível meio de comunicação do público, e por ser o espaço utilizado por influenciadores digitais, é o grande alvo de campanhas publicitárias. De acordo com o IBOPE, 50% do público brasileiro afirma que se sente influenciados a consumir o que os influenciadores digitais divulgam, além disso, estudo do “StubHub”, levantou que o jogador Neymar recebe aproximadamente 670 mil euros por publicidade em seu perfil do Instagram. Assim, cria-se uma mercantilização que propicia o aumento dos índices de consumismo, sem haver qualquer responsabilidade ética.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para minimizar a situação atual. Para a conscientização da população, é necessário que o Ministério da Educação crie, por meio de investimento público, campanhas nas próprias redes sociais que atentem as diferenças vistas no país, e advirtam aos internautas os perigos dessa padronização social. Assim, sugere-se ao usuário que não se permita ser fruto apenas do que é visto como ideal, mas criando seu próprio bem estar. Dessa forma, poderá se ver a redução desses impactos na formação dos jovens brasileiros.