O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
Segundo o empresário Steve Jobs, a tecnologia vai dominar o mundo. Tomando como base o pensamento dele, percebe-se que isso já vem ocorrendo e que tem uma grande participação dos influenciadores digitais. Nesse contexto, e sabendo que essas pessoas são importantes para dar popularidade a produtos e formas de vida, é válido analisar os impactos positivos, bem como os malefícios na vida dos jovens causados, respectivamente, por uma boa ou má influencia digital.
É importante notar, antes de tudo, que, segundo a pesquisa da “Youpix”, apenas 10% das pessoas entre 18 e 34 anos não foram impactadas por “influencers” da mídia. Esse dado mostra como essa nova forma de relação profissional tem um amplo alcance. Visto isso, infere-se que esse é um ótimo meio de divulgação de produtos e até de fazer apelos para aumentar uma causa social, por exemplo. Isso se deve à responsabilidade que uma pessoa com milhares de seguidores têm, principalmente, na vida dos jovens, visto que são eles quem mais usam as redes sociais e ainda estão em fase de formação, portanto são bem influenciáveis. A divulgação de marcas e produtos sustentáveis, que respeitam o meio ambiente, por exemplo, é uma forma benéfica de utilizar esses novos recursos da “web”. As páginas de estudos do “instagram” também influem positivamente na vida de jovens que necessitam de um incentivo para estudar. Dessa forma, percebe-se que esses influenciadores podem ter um papel que agrega coisas boas na vida dos seus seguidores.
É valido destacar, além disso, que o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária processou o cantor Gusttavo Lima por excesso de bebida alegando que isso influencia os jovens negativamente. Esse fato mostra que nem sempre os digitais ‘‘influencers" levam coisas boas para a população que os acompanha. Situações como abuso de bebida alcoólica, falta de respeito com pessoas de baixa renda, apoio a marcas que desrespeitam a sustentabilidade e outros fatores são coisas que também são mostradas pelos influenciadores. Esse tipo de comportamento, quando é visto por pessoas de forma acrítica, acaba sendo reproduzido e tido como normais.
Nota-se, portanto, que urgem formas de frear os impactos negativos dos influenciadores digitais na formação dos jovens. As marcas “instagram” e “youtube”, por serem as que mais mostram os conteúdos dos “influencers”, devem fazer uma análise do que será postado, verificando se não há nada que desrespeite os direitos humanos ou que vá influenciar negativamente os usuários, para que, dessa forma, haja uma seleção do que realmente possa ser visto por determinada faixa etária e agreguem coisas boas em sua rotina. Além disso, formas mais funcionais de proibir vídeos inadequados para certas idade devem ser colocados em prática por essas plataformas.