O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/04/2020

A internet foi um dos principais meios de telecomunicação proporcionados pela Revolução Técnico-Científica, ocorrida no final do século XX. Nas sociedades modernas, esse meio possibilitou que novos tipos de trabalhos fossem criados, como os influenciadores digitais que são patrocinados por empresas em troca de divulgação dos produtos nas redes sociais para seu público. Esses, entretanto, podem gerar impactos negativos na formação de jovens, por meio da manipulação de um mercado consumidor, assim como pela idealização de um estilo de vida perfeito.

Em primeira análise, os influenciadores digitais possuem um grande poder de persuasão sob seu público. Segundo o escritor George Orwell, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Em analogia, esses influentes são responsáveis por controlar seu público nas redes sociais a partir de patrocínio  com empresas e marcas que pedem em troca a divulgação de seus produtos, o que faz com que aumente o seu mercado de consumo. Essa situação ocasiona, principalmente nos jovens, uma manipulação a cerca das suas reais necessidades, implicando na formação crítica dessa parcela, assim como os levam ao consumismo desnecessário.

Em segunda análise, outro fator que impacta negativamente na formação de jovens é a idealização de um estilo de vida perfeito passado pelos influenciadores digitais. Como exemplo disso, no filme “Meninas Malvadas”, a personagem Regina Georges é uma referência de padrão que deve ser seguido pelas outras meninas para alcançar determinado nível de beleza e popularidade. Fora do universo cinematográfico, os influenciadores das mídias sociais são responsáveis por passar a imagem de um estilo de vida perfeito, porém irreal. Nesse sentido, a busca por esse padrão pelos jovens acaba por gerar frustrações, baixa autoestima e problemas psicológicos, como depressão e ansiedade, o que compromete a saúde e bem-estar dessa parcela da população.

Logo, torna-se necessária a participação do Poder Público para reverter os impactos negativos causados pelos influenciadores digitais nos jovens. Inicialmente, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve realizar projetos de conscientização em centros educacionais, com a participação de psicólogos que instruam os jovens a cerca da manipulação no meio digital e dos padrões impostos nesse meio, com o intuito de auxiliá-los na formação crítica e aceitação da diversidade social. Além disso, o Ministério da Tecnologia e Comunicação deve criar cursos voltados para os influenciadores digitais, ministrados por psicólogos que os auxiliem a lidar melhor com a formação crítica dos jovens, visto que esses possuem um grande poder sob essa parcela, com o fito de tornar esse público mais autônomos criticamente.