O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 13/04/2020

Segundo o pensador Alemão Arthur Schopenhauer, “nada é pior para o pensamento próprio do que influências fortes vindas de fora.” Partindo do campo filosófico e chegando na modernidade, percebe-se que a propaganda, especialmente aquela propagada pelas redes sociais a partir de pessoas empregadas como “influenciadores digitais”, aproveita dessa linha de raciocínio para direcionar seus produtos e padrões à parcela jovem da sociedade. Verifica-se então a necessidade de aprofundar a cerca dessa influência, e discutir as suas consequências na sociedade atual.

Em primeira partida, devemos tomar como conta o poder já estabelecido pela mídia de “manufaturar consentimento”, como proposto pelo pensador Noam Chomsky, de quem podemos ampliar que, a partir de um sistema de filtros, um produto pode ser facilmente propagado continuamente graças à propaganda. Adicionando-se a essa equação a rápida expansão dos meios de comunicação por via da internet, observamos uma nova dimensão de filtragem na propaganda.

Em segunda partida, verificamos um exponente aumento no número de pessoas acessando a internet. Segundo a “GlobalWebIndex”, o Brasil é o segundo país no mundo que mais passa o tempo nas redes sociais. Confirma-se então uma nova preocupação, quando uma crescente onda de jovens tem acesso a esses meios, e se tornam facilmente manipulados por empresas que aproveitam de seu apego às plataformas para expor seus produtos por meio de propagandas engajadores, patrocinados por “influencers” que propagam a “necessidade” de tais produtos.

Assim, percebe-se que é necessária uma intervenção das empresas donas dessas redes sociais, com uma redefinição de suas diretrizes que devem ser seguidas por quem desejar utilizá-la para propagar seu produto, além de campanhas dentro dos próprios aplicativos com o intuito de esclarecer a independência de consumo dos jovens. Assim, evita-se perturbar o fortalecimento do pensamento próprio dos consumidores, e assim detêm o pior que possa acontecer que Schopenhauer tanto advertia.