O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 11/04/2020

O marketing de influência se consolidou como uma das estratégias mais eficientes para impactar a nova geração. Com o advento de gerações que nasceram acostumadas ao digital, a relação dos consumidores com as empresas sofreu – e ainda vai sofrer – diversas alterações. Acerca disso, faz-se necessário destacar que os pivôs dessas mudanças são os influenciadores digitais. Entretanto, isso torna-se preocupante quando os jovens começam a idolatrá-los, passando a ignorar os próprios gostos e opiniões, apenas seguindo o que os “influencers” indicam.

No Brasil, eles já representam a segunda fonte mais relevante para a tomada de decisão de compra, segundo uma pesquisa da Qualibest - instituto de pesquisas de mercado. Desse modo, os “youtubers” e “instagramers” só perdem para a indicação de amigos e parentes. Isso relaciona-se diretamente ao conceito de “indústria cultural”, elaborado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer, cuja ideia está relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Em suma, a opinião dos influenciadores torna-se algo praticamente unânime, deixando em segundo plano as opiniões e gostos de cada pessoa.

Além do alto poder de influência sobre marketing e consumo, essa nova profissão de influencer também impacta na mente da juventude. Isso ocorre por meio de dicas sobre organização de rotina, dietas, meditação, entre vários outros âmbitos. Contudo, é válido observar que essas pessoas, na maioria das vezes, não tem uma formação ou qualificação nesses assuntos, podendo transmitir informações falsas que, em vez de ajudar, apenas atrapalham. Um exemplo disso é a blogueira “Boca Rosa”, que no seu Instagram postava dicas para emagrecer, mostrando um resultado muito cobiçado pelas meninas jovens, mas ocultava as cirugias e plásticas que havia feito nesse período, gerando frustração nas pessoas que tentavam perder peso apenas com a dieta que ela mostrava.

Em resumo, é necessário que sejam tomadas algumas medidas de segurança, para não confiar em tudo que é dito pelos “influencers”, tais como a pesquisa antes de seguir alguma orientação dessas pessoas, mesmo sendo alguém com muitos seguidores. Além disso, no caso de crianças e adolescentes, é válido o conhecimento dos pais acerca dos perfis que os filhos acompanham, para garantir a veracidade da informações e conteúdos transmitidos.