O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 16/04/2020
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), é assegurado a todos o direito ao bem-estar e à liberdade de expressão. Entretanto, os influenciadores digitais tem interferido no processo de formação dos jovens brasileiro e, involuntariamente, estão criando padrões sociais coercitivos sobre a nova geração. Com base nesse viés, é imprescindível pontuar que esse cenário dá-se por meio de relações “líquidas”, que regem o século XXI, além da alienação social instituída por uma lógica moralizante.
Nesse contexto, segundo o sociólogo Bauman, por intermédio do conceito da modernidade líquida, todas as relações interssociais são fluidas, superficiais e desprovidas de ações solidárias e verdadeiramente significativas. Assim, apesar do grande desenvolvimento do aparato tecnológico do século, existe uma involução social marcada pela estereotipação de comportamentos, aparências e, até mesmo, do pensamento. Infelizmente, esse novo viés da modernização mediado por influenciadores digitais, causa cada vez mais um processo de não aceitação individual, fator que desencadeia inúmeros transtornos mentais e sociais, que tolhem o direito ao bem-estar. Com isso, é notório que as redes sociais influenciam os jovens brasileiros e são responsáveis por parte dos impactos que comprometem a plena aplicabilidade da DUDH no Brasil.
Ademais, conforme o filósofo Foucault, a sociedade é regida por uma moral de rebanho, que consiste em ditar as regras coercitivamente, de maneira que os receptores fagocitam as informações sem ao menos pensar criticamente e as reproduzem acriticamente. Desse modo, os influenciadores virtuais, na formação do jovens, geram impactos alienadores em todos os âmbitos das interações coletivas na população brasileira. Tal questão é o início do desencadeamento de uma nova realidade com consequências filosóficas do entendimento entre os homens. Assim, a alienação presente por uma lógica moralizante também é um dos fatores que contribuem para o desequilíbrio das dinâmicas populacionais.
Nota-se, então, a necessidade de amenizar os impactos dos influenciadores digiy na formação dos jovens no país. Para isso, é preciso que as instituições de ensino básico e superio, juntamente, com os núcleos familiares e o alunado desenvolvam diálogos e projetos sociais que visem a conscientização geral sobre as consequências das relações líquidas e da moral de rebanho na influência virtual. Isso deve ser feito por meio de interações que tornem a sociedade crítica por um processo educacional brasileiro para haver a diminuição do tolhimento dos direitos humanos e constitucionais com a plena liberdade de escolha e de ser.