O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/04/2020

Em 2019, os influenciadores Whindersson Nunes e Carlinhos Maia protagonizaram uma discussão nas redes sociais por conta de uma festa de casamento. Tal ocorrido levantou questões como fofoca e até mesmo depressão, e as posturas sobre esse último assunto provocaram reflexões sobre como os jovens enfrentam tal temática. Consequentemente, o impacto dos influenciadores na formação e construção de opinião dos jovens brasileiros pode beneficiar ou prejudicar a sociedade como um todo. Dentre as consequências desse impacto, a construção de pensamentos equivocados e a falta da construção de um ser crítico acerca de um assunto justificam a problemática.

Primeiramente, observa-se que uma das consequências do impacto dos influenciadores na formação dos jovens é a construção de pensamentos equivocados. Segundo o portal Consumidor Moderno, apenas 10% dos jovens entre 19 e 34 anos afirmam não ter influência de pessoas da internet. Isso comprova o fato de que essa faixa etária brasileira é constantemente preenchida por informações, condutas e comportamentos de pessoas famosas nas redes sociais. Infelizmente, tal influência pode fomentar pensamentos sobre questões da sociedade que prejudicam em suma a formação dos jovens brasileiros, como pode ser visto no exemplo acima. Ao associar a expressão do riso ou não com a depressão como o influenciador Carlinhos Maia fez, a falta impressão de que uma pessoa com depressão não pode sorrir é criada, difundida entre os jovens, e interpretada de forma incorreta.

Além disso, nota-se que outra consequência do impacto é a falta de construção de um ser  crítico entre os jovens brasileiros nos dias atuais. Segundo o filósofo René Descartes, uma pessoa existe por conseguir pensar como um todo. Isso, está atrelado também ao pensamento crítico, visto que um indivíduo pode formar-se intelectualmente na sua vida se puder construir sua individualidade, com experiências e conhecimento. Contudo, ao apenas seguir dicas a partir do ponto de vista dos influenciadores digitais brasileiros, os jovens acabam por copiar o que as pessoas querem que seja seguido. Infelizmente, vê-se inserido na população o conceito de “mídia como corpo docente” defendido pelo especialista Mario Sérgio Cortella, no qual os veículos de mídia acabam por formar o ser humano.

Portanto, medidas que auxiliem na solução da problemática fazem-se necessárias. O Ministério da Educação deverá criar um material educativo no campo da filosofia sobre pensamento crítico e construção de individualidade a fim de conscientizar os jovens brasileiros a própria situação, e o veicular em todas as escolas do Brasil e em locais públicos. Além disso, deverá promover palestras televisionadas junto a TV aberta sobre o perigo de apenas pautar suas opiniões baseadas em influenciadores. Dessa forma, o impacto nos jovens será reduzido no tocante a essa situação no país.