O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 16/04/2020

“Ele nos manteve fora da guerra”, um dos “slogans” que levaram Woodrow Wilson a reeleger-se nas eleições para presidente dos Estados Unidos, em 1916. Porém, em 1917, de forma decisiva e a abusar das propagandas foram mandados cerca de 4 milhões de soldados estadunidenses à Europa. Esse fato expõe o quanto o poder do “marketing” influencia as vidas da sociedade e, atualmente, potencializados pela internet, os influenciadores digitais são uma ameaça para a formação dos jovens, devido ao consumo irresponsável e aos esteriótipos estéticos e sociais.

Primeiramente, segundo o filósofo Mário Sérgio Cortella, na inconsistência de uma educação crítica a mídia torna-se “corpo docente”, ou seja, ela tem um importante papel na formação do jovens brasileiros. Nessa óptica, um dos vários impactos que os influenciadores digitais causam nessa faixa etária é a indução ao comportamento de consumo exacerbado, sem quaisquer responsabilidades. Infelizmente, essas ações são produto de um capitalismo selvagem, voltado somente aos lucros e sem quaisquer ética coletiva, uma vez que a manipulação do comportamento juvenil acarreta na perda de sua autonomia de decidir o que realmente é necessário para si, a consumir propagandas fúteis e os produtos também, tudo em prol de lucros.

Outrossim, de acordo a Universidade Estadual de Londrina, a linguagem midiática tem importante papel na formação da juventude atual, esse fato pode ser citado como um dos principais responsáveis pela manutenção de problemas estéticos e sociais, uma vez que já presentes nas redes de televisão foram potencializados pela internet nos últimos anos. Nessa lógica, a ter em vista que os influenciadores digitais são, geralmente, pessoas que se encaixam em um padrão social de beleza e que seus seguidores - majoritariamente jovens - têm a tendência de seguir os moldes populares, ocorre a uma padronização estética social ocasionada pela imposição dos parâmetros. O impacto? a diminuição do espaço social às pessoas que não se encaixam nas exigências da mídia, o que ocasiona na segregação desse grupo, a gerar, portanto, mal-estar social.

Em suma, para resolver os impactos negativos dos influenciadores digitais na formação dos jovens, o Ministério da Educação juntamente com os Centros de Ciências Humanas das universidades públicas, devem propor mecanismos de proteção à juventude por meio da educação, como palestras e campanhas, para educar esse grupo sobre influência e ajudá-los a ter autonomia, dessa forma serão mais responsáveis diante das propagandas “on-line”. Além disso, esses mesmos agentes devem inserir às palestras o diálogo sobre o produto das estéticas influenciadas pelas mídias, por meio de debates alertando sobre as diferenças, para que o único padrão social seja uma sociedade de diversidades.