O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/04/2020

“A humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas” disse Buckminster Fuller, escritor e inventor. Em um mesmo contexto, observa-se navegadores das redes sociais, em busca de influenciadores que pregam aos seus seguidores um estilo de vida super idealizado, beirando a perfeição. Esse cenário é impactante e problemático para os jovens que têm acesso á tal conteúdo, uma vez que, são diretamente persuadidos para a escolha do que irão gostar ou comprar e também, por uma padronização do que é bonito ou aceitável para a sociedade.

Primeiramente, se nota com clareza que um fator chave para que jovens efetuem uma compra ou usem uma marca nos dias de hoje, é a opinião dos influenciadores digitais. Segundo estudos da Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, 64% dos jovens entre 18 e 34 anos já usaram influenciadores digitais como uma fonte para conhecer uma marca ou produto. Tal fator mostra a tamanha responsabilidade social que os “influencers” devem adotar antes de propagar uma opinião, ou parceria com determinada loja. No entanto, em alguns casos, não se percebe essa responsabilidade, isto é, alguns preferem apenas o lucro e as visualizações nas redes sociais e não se importam se determinada empresa visa a sustentabilidade ou o consumo consciente, aspectos de extrema importância para a preservação do meio ambiente. Portanto, essa atitude simplista e irresponsável deve ser analisada, a fim de que a mudança ocorra.

Ademais, verifica-se que os padrões de beleza e vida empregados e propagados por certas pessoas influentes nas redes sociais, afetam muitos que seguem esses perfis, deixando-os frustrados por não conseguirem alcançá-los. Os meios midiáticos sempre bombardeiam os jovens em aspectos como o corpo, o modo de pensar ou agir, e na internet não é diferente, ao passo que, navegando pelo Facebook ou Instagram, é fácil se deparar com corpos perfeitos, pessoas sempre felizes e sem nenhuma dívida para pagar. Empregar e disseminar apenas conteúdos mostrando o lado feliz e perfeito da vida é muito comum por pessoas com milhares de seguidores, entretanto, se mostra uma conduta errada e que afeta de forma negativa muitas pessoas, sendo assim, deve ser corrigido.

Portanto, atitudes para amenizar a demasiada influência negativa e irresponsável das pessoas digitalmente, devem ser tomadas. Dessa forma, os governantes estaduais, juntamente com a Anaerte (órgão responsável pela autorregulação da internet), deverão criar leis, que visem fiscalizar até que ponto os influenciadores estão agindo de forma humana, responsável e cuidadosa com seus seguidores, de modo que nenhum prejuízo emocional ou físico ocorra. Sendo assim, a internet estará mais segura e a tecnologia será usada para as razões certas, assim como disse Buckminster Fuller.