O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/04/2020
Para o sociólogo Max Weber, os indivíduos de uma sociedade são influenciados pela ação de outros, ou seja, as ideias e substâncias difundidas por terceiros são chaves para fazer o comportamento de cada pessoa. Nesse contexto, influenciadores digitais, cujas palavras tendem a alcançar milhares de pessoas, possuem um alto poder de formação comportamental, geralmente dirigido em prol do consumismo materialista ou a dependência digital.
No mundo atual, o barateamento da tecnologia de ponta permitiu que o sujeito comum pudesse fazer diversas tarefas comuns com mais eficiência e rapidez, tal como ver propagandas de produtos e comprá-los sem sair de casa. Para aumentar as chances do consumidor de decidir percorrer esse ciclo e de preferência realizar o maior número de vezes possível, usuários de internet são constantemente persuadidos por outras pessoas, “Influencers”, a consumirem com base em sua palavra, treinando sua audiência a possuir mais, pensando menos.
O materialismo globalizado, no qual os influenciadores fazem parte, também encontra ressonância não apenas no comércio, mas também na divulgação. Ainda de acordo com o pensamento Weberiano, as pessoas que usam redes sociais constantemente estão constantemente dando sinais a outras para fazerem o mesmo, e a medida que mais conteúdo é produzido e recebido pelo usuário pelos influenciadores digitais, mais tempo ele passa no mundo cibernético, criando vício ou dependência.
O ser humano é social por natureza, e para saber se socializar e comportar, depende do conhecimento vindo de outras pessoas, entre elas os influenciadores digitais, que muitas vezes sobrecarregam as pessoas gastos e distrações. Os influenciadores devem tirar o foco do dinheiro para o público, e este, ser prudente ao se apegar a pessoas que admira. De fato, produtores de conteúdo e vendedores precisam de lucro para se sustentarem, mas este sustento não precisa vir ao custo da saúde mental e do bolso do indivíduo.