O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 04/04/2020
Com o advento das novas tecnologias, principalmente da internet, o mundo foi palco de diversas mudanças. Diferente do que preconizou Paul-Sartre, ao postular que o homem nasce livre, o que se vê no atual período é uma perca gradual da liberdade que anda de mãos dadas com a presença, nas mídias sociais, de influenciadores que induzem os jovens a abrirem mão de sua liberdade sem perceber, impactando na capacidade de pensar desses indivíduos e na massificação de seus comportamentos.
Precipuamente, é necessário apontar que o atual cenário usurpa das pessoas, principalmente adolescentes e jovens, a capacidade de pensar. O filósofo Aristóteles assume que a diferença principal entre o homem e os demais animais é o seus intelecto, sua capacidade crítica. Quando pessoas abdicam dessa característica, permitindo que seus gostos e hábitos sejam determinados por “influencers” , sem antes avaliar logicamente se essa influencia é positiva para suas vidas, elas estão reduzindo sua condição de ser pensante a mera condição de ser irracional, incapaz de pensar por si próprio.
Ademais, a alienação acompanhada da massificação dos hábitos também é alavancada, criando uma população intelectualmente pobre e amordaçada a um único campo de visão. Segundo as premissas da Filosofia Cinista, anunciadas principalmente pelo filósofo grego Diógenes, o homem feliz e liberto é aquele que é livre de convenções e influências externas. Logo, o jovem moderno, ao se deixar dominar por esses representantes de marcas, permitindo que eles determinem seus valores e preferências, longe do que preconizou Sartre, estão, em verdade, presos a ideias de consumo e felicidade elencados por marcas e empresas carregadas de interesses financeiros.
Em virtude das questões acima levantadas, é preciso evitar que os jovens sejam facilmente influenciados, dando a eles instruções para evitar tal ocorrido. Isso poderia ser feito, primeiramente pela instituição familiar com o cerceamento do uso de mídias sociais e por meio do diálogo, transmitindo valores e ideias que incentivassem o jovem a pensar por si próprio, cumprindo com o seu papel na formação do caráter dele. A instituição escolar, por sua vez, poderia promover palestras que salientem os riscos dos prejuízos de se deixar influenciar pela máquina propagandística das redes, para assim tornar a juventude mais cautelosa.