O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/04/2020

O mundo está em constante evolução e o marketing não foge disso. Anos atrás os meios eram as revistas e a TV, hoje basta uma blogueira, influencers como são chamadas, postar em suas redes sociais para alcançar um vasto número de pessoas. De um lado, estes exercem um impacto e influenciam seu público a adquirir determinada marcar ou linha de pensamento. Por outro, existem aqueles que incitam ódio e violência podendo influenciar de uma maneira ruim determinado público, como jovens que ainda estão construindo seu caráter.

Outrossim, é a maneira que empresas encontraram de moldar a cabeça do consumidor. O Instagram contabilizou só em 2017, 12,9 milhões de posts patrocinados por marcas, isso mostra como esse mercado traz resultado as mesmas.

Neste contexto, o problema começa quando os influenciadores começam a induzir negativamente o consumidor. Só para ilustrar, de acordo com uma pesquisa da Qualibest, cerca de 71% dos jovens brasileiros seguem algum tipo de influenciador, e dentre tais influenciadores estão inclusos aqueles com atitudes preconceituosas ou que ferem a Constituição Brasileira. Um exemplo disso é o “youtuber” Everson “Zoio”, que em um de seus vídeos relata um acontecimento com sua ex namorada, que muitos usuários classificaram como estupro.

Infere-se, portanto, que o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens é um grande desafio no Brasil. O Governo Brasileiro deveria impor às plataformas digitais - como Instagram, Twitter, Facebook, entre outros- a revisão do conteúdo publicado pelos seus usuários, para que desta maneira, as plataformas tenham a capacidade de excluir as publicações e banir os usuários que incitarem o ódio, a violência e o preconceito, impedindo assim, que os jovens sejam expostos a qualquer tipo de publicação que afete de forma negativa a construção de seu caráter.