O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 02/04/2020
Em fevereiro deste ano, uma brincadeira de mau gosto proposta por influenciadores digitais, o “Desafio da Rasteira”, pegadinha na qual duas pessoas dão uma rasteira em uma terceira, chamou a atenção para o conteúdo ofertado na internet aos jovens brasileiros. Muitas crianças e adolescentes aderiram ao modismo, fato que alarmou diversos pais quanto à força de sugestão que têm os famosos da web sobre as pessoas de menor idade. Em parte, essa força persuasiva é produto de dois fatores: muito tempo passado em frente às telas de computadores e celulares e falta de controle dos pais sobre o conteúdo acessado na rede.
De início, vale ressaltar que o Brasil é um dos países que mais tempo passa diariamente conectado à internet. Segundo o Global Digital Report 2018, mais de nove horas diárias são passadas frente ao computador pelos brasileiros. Isso torna os jovens mais propensos às sugestões de influenciadores digitais, pois como não têm seu caráter totalmente desenvolvido, são alvos fáceis dos hebetismos da rede mundial computadores.
Além disso, de acordo com a revista digital Cyberhandbook, mais de 80% dos pais entrevistados alegam não ter consciência do que é visto por seus filhos na internet. Desse modo, muitos influenciadores, em busca das vantagens financeiras oferecidas pelas plataformas de streaming, veem-se livres para produção de conteúdo de má qualidade e até perigoso, uma vez que não são censurados pelas redes sociais e não existe controle parental.
Portanto, para que seja minorada essa problemática é preciso que se estabeleça limites às horas destinadas ao computador e que os pais tenham controle sobre o que é visto por seus filhos na internet. Para tanto, o Ministério da Educação veicular campanha, produzida por especialistas, que estimule menos horas frente ao computador e oriente sobre os conteúdos acessados. Dessarte, a má influencia digital terá seu efeito reduzido.