O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 06/04/2020

Com o grande avanço da internet a esfera das redes sociais ganhou destaque na vida da população, já que, com poucos “cliques” é possível realizar compras, conhecer novos lugares, assistir a aulas e até mesmo manter contato com amigos e familiares distantes. Contudo, aspectos negativos também podem ser observados quando é considerado a influência que a população sofre diante desa nova era informacional.

Em primeiro instante, na área da beleza, nota-se que a forma que as blogueiras produzem seus conteúdos está diretamente ligado com a ditadura da beleza imposta pela sociedade patriarcal. Assim, o público, majoritariamente feminino, é cada vez mais bombardeado com essa beleza padronizada e,  muitas vezes, inalcançável. Outro problema está associado com a venda de cosméticos feito também pelas influenciadoras, visto que, por serem patrocinadas por grandes marcas, não expõem sobre o verdadeiro desempenho do produto, enganando os seguidores e futuros compradores, a fim de gerar visualizações e lucros.

Esse comportamento pode ser observado em vários canais famosos, como o “boca rosa”, administrado pela empresária Bianca Andrade, que, quando questionada sobre seu repentino emagrecimento, não só negou a realização de procedimentos estéticos, mas também afirmou que sua mudança corporal foi resultante de uma alimentação mais natural. Pouco depois, sua versão foi desmentida. Contudo, nesse ínterim muitas seguidoras desenvolveram prejuízos em sua saúde como anemia e bulimia, haja que, modificaram sua alimentação radicalmente sem acompanhamento médico.

Dessa forma, torna-se notável a necessidade de conscientizar a comunidade sobre o risco da influencia digital, principalmente em relação ao jovem. Nesse sentido, cabe a mídia inserir pessoas comuns em suas propagandas, evitando a padronização do corpo feminino e incentivando o empoderamento o natural, evitando assim a rivalidade entre as mulheres e também a objetificação delas. Cabe também as famílias e os institutos de ensino auxiliarem sobre o pensamento crítico quanto as informações recebidas pelas redes sociais, além de incentivar não consumo de conteúdo sem credibilidade. É possível que melhorias sejam observadas na tomada de tais medidas, ocasionando maior qualidade na vida das pessoas.