O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/04/2020

Sabe-se que o Brasil só passou a ser considerado um país urbanizado a partir da década de 1960, quando mais de 50% da população estava concentrada em áreas urbanas, dessa forma é possível concluir que é um país de revolução tecnológica, relativamente, tardia. Então, por volta dos anos de 2000/2010, surgiram os primeiros youtubers, como são chamados e uma vez que os pioneiros obtiveram sucesso, outros surgiram. Contudo, qualquer coisa em excesso faz mal, não só de pessoas boas é composto esse meio, mas também de pessoas mal intencionadas, por outro lado, algumas pessoas têm atitudes que podem ser prejudiciais para outras pessoas, mas sem perceber, como, com a diária dose de reforço aos padrões estéticos, que oprimem milhões de pessoas ao redor do mundo.

Convém enaltecer, os influenciadores educacionais, professores ,que mesmo muito desvalorizados, abrem mão de seu tempo e muitas vezes remuneração, para investir em aparatos necessários para que as aulas virtuais sejam cada vez melhores, apenas para ajudar pessoas a alcançarem seus objetivos, sejam eles o Enem, um concurso público ou apenas uma prova do colégio. Contrariamente a essa lógica, existem pessoas que se auto-intitulam intelectuais, mas que estão comprometidos com a propagação de fake news, por exemplo, ainda há quem defenda a ideia de que a terra é plana ou de que vacinas são uma artimanha do governo para controlar a população.

É incontestável que a cada dia, mais pessoas surgem online tentando buscar a perfeição da vida de um influenciador digital: casas bonitas e bem decoradas, muitos amigos, o tão sonhado corpo perfeito, relacionamentos perfeitos. Não obstante ter esse ideal como meta não é saudável, muitas vezes crianças e adolescentes, que ainda não possuem o senso crítico 100% formado, se expõem a perigos desnecessários, como dietas mirabolantes, desafios envolvendo fogo ou outros artifícios que podem comprometer sua integridade física, para alcançarem uma certa quantidade de pessoas e quando muitas vezes esse objetivo não é alcançado, esses jovens ficam ainda mais suscetíveis à desenvolverem doenças psicológicas, assim como os próprios influencers que ao se exporem, recebem diariamente mensagens de ódio gratuito.

Dado o exposto, para que o impacto desses influenciadores nos jovens não seja negativo, é preciso garantir que haja a noção de que a internet não terra sem leis e que a polícia, mais especificamente o setor de repressão à crimes cibernéticos, esteja atenta a toda movimentação suspeita, especialmente quando se trata de menores de idade. O ideal é que esse setor, em comunhão com as redes sociais monitore comentários para que criminosos sejam responsabilizados por suas ações, tanto famosos, quanto anônimos. Com isso espera-se a diminuição de crimes cibernéticos e propagação de ódio.