O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 30/03/2020
Foi a partir da Terceira Revolução Industrial, ocorrida em meados do século XX, que a internet se popularizou entre as sociedades, o que permitiu o surgimento de influenciadores digitais. Nesse sentido, hodiernamente, esses poderosos contribuem para a formação popular. Entretanto, os influentes digitais impactam negativamente na formação dos jovens, uma vez que afetam constituição dos costumes e das opiniões desse público.
Mormente, é clara a contribuição de influenciadores nos costumes populares. Sobre isso, os sociólogos Adorno e Hockheimer afirmaram que a Indústria Cultural, criada a partir da globalização, controlava e homogenizava as culturas sociais. Logo, os mentores digitais são, conforme a teoria desses frankfurtianos, parte da indústria cultural, visto que delineiam e excluem hábitos da cultura nacional. Isso é evidente na distopia “1984”, escrita por George Orwell, em que o controle dos costumes é feito a partir do Big Brother - uma mídia que dita o certo e o errado nas ações individuais -, o que pode ser análogo às falas dos influentes na modernidade.
Ademais, a formação de opinião dos jovens é facilmente influenciada, inclusive pelos guias digitais. Isso pode ser explicado pelo conceito de Ideologia, criado por Karl Marx, que defende o domínio das doutrinas da classe dominante sob a classe dominada. Assim, a Indústria Cultural usa os influenciadores digitais para perpetuar sua ideologia, de acordo com a teoria marxista, o que interfere na formação de opinião dos jovens contemporâneos. Isso também é observável na filosofia de Kant, uma vez que o filósofo defende a “maioridade” dos jovens que consiste na análise crítica acerca de todos os fatos para, então, opinar, o que torna o julgamento independente daquele predominante na sociedade.
Portanto, é evidente o impacto negativo dos influenciadores digitais na formação da juventude contemporânea. Dessa forma, é necessário que as famílias reforcem a cultura popular para que a cultura de massa seja menos influente sob os jovens por meio do controle de exposição aos guias digitais e da valorização de peças e filmes nacionais. Além disso, é preciso que o Ministério da Educação valorize a divergência de opiniões em salas de aula, por meio da promoção de debates e palestras acerca de diversos assuntos, com o intuito de diminuir a ideologia dominante e valorizar a análise crítica para a formação do jovem, o que permite a saída da “menoridade” kantiana. Assim, será possível mitigar os malefícios causados pelos influenciadores digitais sob a formação dos jovens.