O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 03/06/2022

O livro ‘‘Eu sou Malala’’, escrito por Malala Yousafzai, retrata os impactos da luta por uma educação mais igualitária para todos. Assim como na obra, esse panorama está se tornando comum no ensino brasileiro, visto que muitos estão defrontando barreiras no uso da tecnologia nas escolas. Nesse âmbito, a narrativa entra em sintonia com a nefasta perpetuação dos entraves da tecnologia na educação brasileira, já que estão intrinsecamente ligados ás disparidades sociais e econômicas e ao mal investimentos nas TICs(Tecnologias da informação e da comunicação).

De início, vale ressaltar que é de grande importância a inserção das tecnologias de informação e comunicação na educação brasileira. No entanto, apesar da excelência na praticidade dos professores, uma vez que os mesmos podem lecionar com mais dinâmica, exige-se cautela nesse processo, dado que executado de forma inadequada, pode acarretar na intensificação dos desafios e das desigualdades no ensino. Nesse viés, é inadmissível que o governo de um país como o Brasil, que ocupa hodiernamente a 13ª economia mundial, conforme IBGE, não invista corretamente nas TICS.

Além disso, salienta-se que o abismo originado pelas discrepâncias na educação no Brasil estão interferindo continuadamente na formação dos estudantes. Desse modo, pode-se afirmar que prova dessas disparidades é a dificuldade ao acesso à internet e celular, posto que uma parcela dos estudantes, principalmente de escolas públicas, não possuem os recursos necessários. Dessa maneira, tais fatos foram evidenciados e agravados no período pandêmico de COVID-19, ampliando ainda mais os impactos e as diferenças no ensino.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, promover um maior acesso as TICs e sua aplicação de maneira correta nas escolas de todo o Brasil, por meio de investimentos estratégicos utilizando as tecnologias e recursos da atualidade, objetivando uma formação menos impactante e com mais dinâmica e autonomia de futuros cidadãos. Assim, resultando em uma educação mais igualitária e estudantes mais capacitados, como Malala almejava.