O impacto da tecnologia na educação

Enviada em 14/11/2021

Para Bill Gates, empresário e fundador da Microsoft “A tecnologia é só uma ferramenta. No que se refere a motivar as crianças e conseguir que trabalhem juntas, um professor é um recurso mais importante.” Partindo dessa premissa, embora a educação remeta à atuação estatal, não se pode desprezar o papel importante do engajamento coletivo. De fato, na obra “Para educar o potencial humano”, a educadora italiana Maria Montessori define a escola como lócus da promoção humana.

A priori, “Eu tô aqui pra quê?”. Com essa estrofe, a canção-protesto “Estudo Errado”, do rapper Gabriel, o Pensador, critica os padrões e o papel do ensino na conjuntura brasileira. Para além da arte, diante do impacto da tecnologia na educação, pode-se inferir a necessidade de se racionalizar investimentos em iniciativas que se restringem a conceber programas que, apesar de serem relevantes à realidade atual, estão longe de suprir as demandas educacionais do Brasil. Por certo, vale destacar que, em seu Artigo 26, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que toda pessoa deve dispor de oportunidades equitativas no acesso à educação.

Paralelamente, mais do que medidas avulsas ou segmentadas, a tecnologia na educação requer atenção irrestrita e prioritária de todos os segmentos da socidade. Nessa direção, em consonância com o Miistério da Educação, é preciso priorizar o investimento em medidas destinadas a vincular todas as instituições sociais à uma rede de atuação cidadã voltada a exigir e fomentar a consolidação do sistema educacional do país. Sem dúvida, diante dessa questão, pode-se assegurar que não basta idealizar programas, é preciso garantir seriedade administrativa e adesão cidadã.

Em síntese, frente à complexidade dessa temática, torna-se decisivo instituir corresponsabilidades. Portanto, o Poder Executivo, usando políticas públicas assertivas, tem a necessidade de conceber e efetivar um projeto de escola ajustado às demandas do país, para consolidar preceitos básicos da educação. Ademais, o Poder Legislativo, por intermédio de projetos de lei, deve ratificar prerrogativas constitucionais, com a finalidade de fortalecer o poder da tecnologia como recurso de promoção educacional. Afinal, parafraseando Steve Jobs, inventor e fundador da Apple “A tecnologia move o mundo”.