O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 13/11/2021
De acordo com o empresário, Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Essa máxima pode ser afirmada quando se percebe o uso crescente das ferramentas tecnológicas para o aprimoramento do ensino educacional, por exemplo. Entretanto, deve-se estar atento ao uso correto dela, pois em alguns casos, ela pode ser prejudicial à aprendizagem dos indivíduos. Nesse aspecto, é válido analisar os benefícios que elas proporcionam e os malefícios da sua má utilização em sala de aula.
Em primeiro plano, a inclusão da tecnologia na educação a tornou mais dinâmica e inovadora. Isso porque ela é capaz de facilitar a aprendizagem, por meio de mecanismos que estimulam as habilidades cognitivas relacionadas à filtragem e interpretação de informações. Esse fenômeno dialoga com a tese do Educador Paulo Freire, na qual ele defende que as escolas devem proporcionar aos estudantes um ensino transformador, focado no desenvolvimento intelectual e na criticidade dos alunos. Dessa forma, é preciso que as instituições escolares invistam cada vez mais na articulação entre tecnologia e as grades curriculares, para que seja rompida a ideia de que os métodos tradicionais educativos são os únicos meios de adquirir conhecimentos.
Por outro lado, o uso incorreto dessas tecnologias pode prejudicar a aprendizagem dos indivíduos. Isso ocorre devido à falta de aptidão no ambiente digital em virtude de uma acessibilidade precária no seu dia a dia, o que provoca dificuldade de manuseios em aparelhos digitais e a dificuldade de concentração, quando expostos a muitas informações sugeridas pela web. Com isso, a desigualdade no acesso à internet faz com que a população não tenha contato direto com as tecnologias, interferindo diretamente no modo em que os alunos recebem e administram os conteúdos. Esse fato pode ser comprovado nas pesquisas do IBGE, em que 40 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede virtual. Diante disso, é essencial que, antes da inserção das tecnologias nas áreas educacionais, sejam revistas as condições sociais dos alunos para que ela se torne mais democrática.
Fica evidente, portanto, a necessidade de compatibilizar as tecnologias com os entraves educacionais. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério dos direitos humanos, implantar nas zonas rurais e periféricas internet gratuita para as comunidades, com intuito de tornar o acesso às tecnologias mais igualitárias, evitando, assim, a exclusão digital nas escolas. Ademais, é importante que o Ministério da Educação ofereça minicursos direcionados ao desenvolvimento das habilidades dos indivíduos em relação ao uso de aplicativos e softwares que poderão ser usados em sala de aula, a fim de que o analfabetismo digital seja eliminado e a aprendizagem se torne mais dinâmica e facilitada. E, com essas medidas, a tecnologia poderá inovar a educação, como proposto por Paulo Freire.