O impacto da tecnologia na educação
Enviada em 12/11/2021
No filme “A menina que roubava livros”, de Markus Susak, o pai adotivo da pequena órfã Liesel Meninger lhe ensina a ler. Durante a narrativa, o autor aborda que por ter sido obrigada a parar de frequentar a escola, a prática de leitura constante da jovem, ajuda Liesel a superar sua solidão, se relacionar com o mundo sombrio ao seu redor e se nutrir da esperança de dias melhores. Para além do cenário cinematográfico, a atual realidade enfrentada pelos brasileiros está muito distante daquela mostrada no longa-metragem, visto que o impacto da tecnologia na educação é uma verdade atual. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática é sustentada, sobretudo, pela desigualdade social e pela escassez de recursos.
De início, não há como promover o contato com a tecnologia em uma sociedade marcada pela fome. Durante o Brasil Colônia, período histórico do século XVI, com o aumento da valorização e exploração dos escravos, o acesso à escola e inovações tecnológicas era destinado apenas aos aristocratas -organização composta pelos nobres-. Entretanto, tais influências não trouxeram benefícios para o desenvolvimento do país, uma vez que a população de baixa renda não possui mecanismos e condições financeiras para incluir-se no progresso dos avanços tecnológicos, como é visto no filme. Em suma, é desumano que haja pessoas em condições que as forcem a abandonar a educação e a evolução da globalização para sobreviver. Isso porque, historicamente, os governos não as tratam como prioridades, o que as obrigam, muitas vezes, a continuarem à mercê da miséria e da pobreza.
Além disso, nota-se que, apesar de muito relevante a aproximação social a essas tecnologias, há ainda dificuldades encontradas na sociedade. Na obra brasileira do escritor realista Eça de Quiroz, é demonstrado que lares desestruturados, alienação parental, dentre outros fatores do convívio familiar, formam crianças e jovens incapazes de perceber a importância da modernização e da escola na vida profissional e acadêmica da população. Logo, enquanto a escassez de recursos se mantiver, é possível dizer que o progresso digital na educação brasileira será tardio e totalmente desigual.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o entrave. Assim, o Governo Federal, em parceria com órgãos midiáticos, deve apresentar à sociedade os prejuízos que podem ser gerados aos jovens que não possuem acesso à internet e educação, por meio de propagandas e documentários instrutivos, como dados de pesquisas, a fim de eliminar os impactos negativos da falta de tecnologia no cenário escolar. Detalhadamente, esse conteúdo deve ser publicado em sites e outdoors, por intermédio de ações que alertem a população os danos que a evasão escolar apresenta. Desse modo, exemplos como o do filme “A menina que roubava livros” serão mais frequentes em terras tupiniquins.