O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 12/10/2024
Os riscos do uso excessivo de telas às crianças.
O uso do smartphone e de computadores é extremamente comum, inclusive por crianças. Segundo pesquisa da Deiloitte, realizada em 2018, 92% dos brasileiros utilizam smartphones, e um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas, também em 2018, estima que há 174 milhões de computadores no Brasil. Outras pesquisas realizados pela Birkbeck (Universidade de Londres) e pelo Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) mostraram que 75% das crianças utilizam smartphones, e 28% passam longos períodos utilizando telas (incluindo televisores). Porém, o uso excessivo de telas poderá causar vários problemas de saúde, entre eles a redução da capacidade motora, desrelugação do sono, desenvolvimento de transtornos alimentares e obesidade.
A mesma pesquisa realizada pelo Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina também revela que o uso excessivo de aparelhos eletrônicos aumenta o risco de habilidades motoras pobres entre crianças de idade pré-escolar. Além disso, o mesmo estudo da Birkbeck também mostra uma possível conexão entre o uso excessivo de telas e a desregulação do sono, porém contradiz parcialmente a pesquisa citada anteriormente, pois afirma que o uso ativo de telas pode acelerar o desenvolvimento de habilidades motoras. Outros dois estudos conectam o uso excessivo de telas ao desenvolvimento do transtorno de compulsão alimentar periódica e a obesidade. O primeiro dos dois estudos, realizado pela Universidade de Toronto e pela Universidade da Califórnia, entre 2016 e 2019, afirma que, após o uso excessivo de celulares, há um risco de 62% maior de desenvolvimento do transtorno de compulsão alimentar periódica em um ano e um risco 39% maior após o uso excessivo de televisores. O segundo dos dois estudos, realizado pela Assosiação Americana do Coração, em 2018, mostra que o uso excessivo de telas entre crianças pode favorecer o sedentarismo e, consequentemente, a obesidade.
Logo, o tempo de uso de aparelhos com tela deverá ser reduzido. Erika Felix, fisoterapeuta da Unifesp, recomenda que crianças de até 11 anos tenham até duas horas de uso de telas, além de sono de 9 a 11 horas e, no mínimo, 60 minutos de atividades físicas.