O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 08/10/2024

A Revolução Industrial, ocorrida entre 1820 e 1840, foi marcada pelo surgimento de máquinas que mudaram para sempre a economia da Inglaterra e do mundo. Tais mudanças foram o ponto de partida para que novas tecnologias sugissem, trazendo consigo transformações radicais no modo de viver da sociedade. Similarmente, no cenário brasileiro atual, nota-se como reflexo dessas mudanças a constante exposição das crianças a telas e seus impactos no desenvolvimento mental e físico. Sendo assim, se faz necessário apontar as causas dessa problemática e seus efeitos na sociedade atual.

Convém ressaltar, a princípio, que a negligência parental é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde, é re- comendado que crianças menores de 2 anos não tenham contato algum com telas, já que sua exposição pode acarretar diversos danos como: problemas de visão e atraso no desenvolvimento cognitivo. Contrariamente, é comumente observado essas recomendações sendo descumpridas, onde pais usam das telas como uma forma de distrair seus filhos, para que assim consigam realizar outras atividades. Situação preocupante pois põe em risco a saúde física e mental dos seus filhos.

Em consequência disso, surge os efeitos dessa exposição a telas que aumentam a gravidade do problema. Em seu programa para Globoplay, o médico Drauzio Varella, alerta aos pais sobre as consequências da exposição prolongada a telas, uma vez que a ansiedade, sedentarismo, problemas de visão são atreladas a essa problemática. Doenças essas que, serão levadas durante toda a vida e causarão grandes dificuldades na vida adulta, tanto no âmbito acadêmico como profissional.

Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre sobre o problema. Faz-se necessário, pois, que o Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA), em parceiria com as escolas, produzam pafletos informativos. Para isso, deve-se buscar o auxílio de profissionais da área da medicina e psicologia, para que desenvolvam instruções, direcionadas aos pais, para a supervisão dos jovens e seu tempo recomendado de uso das telas. Dessa forma, os pais poderão atuar na melhora dessa problemática presente no país.