O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 17/09/2024

Na obra “Utopia”, do escritor e filósofo britânico Thomas More, é retratada uma sociedade ideal, na qual se caracteriza pela ausência de conflitos e dificuldades. Todavia, o que o autor prega não se assemelha à realidade contemporânea, uma vez que as crianças brasileiras enfrentam diversos impactos devido à exposição a telas no desenvolvimento infantil. Desse modo, faz-se necessário as mazelas, como a dependência digital e o desenvolvimento de doenças físicas e mentais. Tais fatores revelam uma realidade preocupante para a desenvoltura do país.

De antemão, deve-se ressaltar que a dependência digital impacta diretamente na resolução dessa problemática. Segundo a médica psiquiatra Julia Khoury, as interações nos dispositivos eletrônicos fornecem dopamina ao cérebro, neurotransmissor viciante. Hodiernamente, vem crescendo a exposição desde a infância, gerando uma dependência viciosa em que a criança só consegue se entreter utilizando a tecnologia, prejudicando suas interações sociais. Logo, percebe-se que tal estorvo afeta a desenvoltura do corpo social.

Outrossim, o desenvolvimento de doenças físicas e mentais é um dos principais entraves do tema. Nesse viés, faz-se oportuno referenciar o filme de animação “Wall-E”, do estúdio Pixar, que representa um futuro distópico no qual os humanos estão constantemente de frente a uma tela. Paralelo a isso, a exposição constante à tecnologia, principalmente durante a infância, ocasiona deformações físicas, como o desenvolvimento de corcunda e obesidade, e sequelas mentais, tal qual a ansiedade gerada pelo vício. Nessa perspectiva, é essencial que essa situação seja contornada com urgência.

Diante do exposto, nota-se que é indispensável que esses empecilhos sejam solucionados imediatamente. Portanto, cabe ao governo federal informar e amaparar os pais acerca da temática, com intuito de alertar e cuidar do bem-estar da população. Tal proposta deve ser realizada por meio da campanha “Infância mais social” para fornecer palestras informativas e alternativas para entreter as crianças de uma forma saudável e longe do âmbito virtual, como parques e contraturnos esportivos. Somente assim, construir-se-á um país mais próximo do cenário utópico proposto por Thomas More.