O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 17/09/2024

Durante o movimento realista brasileiro, os autores dessa época denunciaram os tortuosos valores éticos sociais. Apesar do lapso temporal, o legado da miséria humana ainda é notório quando observa-se o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Dessa forma, a fim de elucidar a harmonia nacional, é preciso analisar as causas desse problema: a banalização social e a deficiência cognitiva.

Diante desse cenário, é pertinente afirmar que os malefícios da exposição de telas na infância são causados diretamente pela trivialização social. Sob essa lógica, segundo a filósofa Hanna Arendt, em sua teoria sobre a banalidade do mal, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal pela ausência de reflexão dos males ao redor dos indivíduos. Nesse sentido, tal premissa se torna coerente ao analisar a situação do desenvolvimento infantil na nação brasileira contemporânea, o qual, em decorrência ao uso prolongado das telas, muitas vezes pela longa jornada de trabalho dos familiares e pela falta de oportunidades de interação com outras crianças fora do âmbito escolar, parte da população normalizou a problemática em questão. Como consequência, a invisibilidade, os danos psicológicos e a exclusão social, se agravam gradativamente em decorrência do mal que se tornou comum de ser praticado. Logo, urgem medidas para solucionar o empecilho.