O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 10/10/2022

Desde a Terceira Revolução Industrial, a tecnologia vem ocupando lugar de destaque na vida cotidiana dos brasileiros, notadamente das crianças. Nesse sentido, consequentemente, observa-se o surgimento de problemas relacionados ao uso intenso e descontrolados aparelhos eletrônicos associadas às redes sociais. Dessa maneira, pode-se citar a ausência de uma educação virtual e a negligência dos pais como principais agravantes do imbróglio.

Sob esse prisma, vale ressaltar que o insuficiente incentivo à educação no uso do meio virtual é um dos principais causadores do problema. Nesse viés, segundo a filósofa Marilena Chauí, a falta de informação torna o ser humano cômodo. Desse modo, ao analisar esse raciocínio, depende-se que, muitas vezes, a criança, por desconhecerem os perigos e os malefícios do uso excessivo das telas, como problemas na aprendizagem e atraso no desenvolvimento infantil, passam muitas horas do dia utilizando elas.

Outro aspecto relevante, nessa temática, é o descaso dos pais em relação ao compartilhamento e ao monitoramento das atividades dos pequenos nas redes sociais. Isso ocorre porque é considerável a quantidade de casos em que os adultos não fiscalizam a navegação dos filhos na esfera virtual e, embora exista a Lei Geral De Proteção a Dados Pessoais, a qual assegura que o tratamento de informações pessoais da criança e do adolescente deve ser realizado em seu melhor interesse, sendo os pais apenas guardiões desses dados, os próprios responsáveis, por vezes, publicam a vida privada dos petizes, geralmente, sem consentimento, o que comprova a ótica do jornalista Gilberto Dimenstein, o qual, em sua obra " O Cidadão de Papel", a firma que a legislação brasileira converte-se em " leis mortas", ou seja, que não é classificada como relevante e/ou eficaz para mitigar o empecilho.

Dessarte, medidas são necessárias para atenuar o impasse. Logo faz-se mister que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas diretrizes educacionais do país, por intermédio da colaboração entre psicólogos e professores da rede pública e privada, crie projetos de discussões sobre o tema da educação virtual, a fim de formar uma consciência crítica acerca dos perigos da superexposição.