O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 05/10/2022
A Quarta Revolução Industrial pode se resumir a união do mundo real ao mundo virtual. Como resultado da cooperação entre esses dois universos, a sociedade se torna cada vez mais dependente de aparelhos, como celulares, tablets e notebooks, que traz comodidade, mas também a expõe aos malefícios do uso desregulado da tecnologia, pricipalmente na infância, onde gera impactos no convívio social e no desenvolvimento de habilidades motoras básicas.
Em primeiro plano, o uso demasiado de telas nos primeiros anos de vida geram grandes impactos nas relações sociais da criança com o mundo real. Segundo Desmurget, pesquisador francês especialista em neorociência cognitiva, a exposição precoce a aperelhos digitais pode fazer com que os pequenos se desviem dos seus aprendizados essenciais, gerando problemas como concentração, reflexão e dificuldades de desenvolver relacionamentos. Essa tese comprova que a falta de interação com outros indivíduos causada pela exposição excessiva à tecnologias gera impactos na comunicação e na inserção do sujeito com o meio.
Ademais, o uso desregulado de celulares e tablets causam implicações no desenvolvimento de habilidades motoras como andar, pular, correr e noções como direita e esquerda. Essas funções são prejudicadas pois o excesso a telas pode prejudicar estímulos dificilmente recuperados na fase adulta, o que causa um retardo no desenvolvimento das áreas do cérebro responsáveis por essas capacitações.
Desse modo, faz-se necessária a colaboração dos pais com as escolas na redução do tempo de uso de aparelhos eletrônicos pelas crianças, por meio de atividades lúdicas que faz com que os pequenos aprendam enquanto se divertem, a fim de ativar as áreas responsáveis pelas atividades motoras e estimular a comunicação durante as brincadeiras. Dessa maneira, o tempo de exposição a telas será mínimo e os impactos gerados pelo seu uso quase que imperceptível.