O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 02/10/2022
Na série “Big Mouth”, é retratado a história de Nick Birch, um adolescente que se torna um viciado em seu celular. Ao longo da trama, Nick esquece dos seus amigos e passa a viver sua vida entorno do seu smartphone, a qual evidência na série o deterioramento de suas relações sociais e cognitivas pelo uso excessivo da tecnologia. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada na série pode ser relacionada àquela do século XXI: em que o uso excessivo em frente as telas na infância prejudica a criança a se desenvolver socialmente e cognitivamente, e consequentemente, afeta na sua formação como indivíduo em sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que o aumento de uso de smartphones nos primeiros 12 meses de vida tem aumentado consideravelmente na última década. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Harvard, 41,7% dos recém-nascidos tiveram acesso excessivamente a vídeos e outros estímulos visuais, diminuindo consideravelmente a capacidade de resolução de problemas e de sociabilidade dos pequenos. Assim, evidencia-se que o uso demasiado em frente as telas é extremamente prejudicial para o desenvolvimento infantil.
Ademais, o conflito entre tecnologia e desenvolvimento na primeira fase de vida, reflete na formação de cidadãos desequilibrados, traumatizados e impacientes. Esses três efeitos negativos remetem as palavras de Sêneca, uma vez que qualquer vício, no caso, o tecnológico, é prejudicial ao ser humano e desastroso, sobretudo, para as crianças. Logo, o estímulo visual precocemente é altamente prejudicial para formação cognitiva e social da criança, visto que suas interações são limitadas a uma tela com altas liberações de substância que afetam o cérebro em desenvolvimento, consequentemente, afetando sua formação social.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que o desenvolvimento infantil não seja prejudicado pelas telas, urge que Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em conjunto com as indústrias de publicidade alertar, por meio de anúncios e propagandas, que os efeitos prejudiciais do uso excessivo da tecnologia afeta no desenvolvimento infantil. Somente assim, será possível garantir o bem-estar da população.