O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 20/09/2022

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Por meio desse trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, pode-se observar a pedra como um obstáculo no caminho, podendo se associar com a exposição excessiva de crianças a telas, que se mostra como um obstáculo para o desenvolvimento infantil. Nesse viés, é de extrema importância analisar as problemáticas que envolvem essa questão, com destaque à negligência governamental e a ameaça a saúde infantil.

A princípio, é essencial notar que a indiligência do governo intensifique a exposição das crianças as telas. Nesse sentido, conforme Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder o governo tem o dever de operar e ter como objetivo o bem universal. Sob essa ótica, devido à falta de intervenção para se atingir o bem universal, problemas como o excesso do uso das telas por crianças são efetivados. Sendo visto assim, de acordo com a pesquisa da EPM/UNIFESP, que as crianças passam 6 horas de seu dia na internet, se tornando assim uma tarefa do Estado propor mudanças.

Outrossim, é necessário apontar que o uso excessivo das telas fere um direito social. Posto isso, de cordo com a constituição de 1988, é dito no sexto artigo como um direito social a proteção à maternidade e a infância. Entretanto, o vício nas telas pelas crianças contradiz essa proteção, posto que de acordo com a fisioterapeuta Erika Felix, há um aumento do risco de crianças com tais problemas terem suas capacidades motoras comprometidas.

Portanto, medidas para mitigar o vício infantil nas telas são necessárias. Deste modo, a fim de melhorar o bem-estar das crianças, é preciso que o governo, por meio de órgãos como o Ministério da Saúde, possibilite a criação de campanhas direcionadas aos pais, alertando sobre o perigo da alta exposição de telas aos seus filhos. Tais ações podem retirar a pedra de Drummond, que se vê como um problema social.