O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil
Enviada em 17/09/2022
Muito se discute sobre exposição a telas no desenvolvimento infantil, o qual, infelizmente, vem causando impactos na vida das crianças brasileiras. Diante disso, cabe analisar a falta de representatividade e negligência familiar.
Em primeira análise, é válido destacar que a ausência de representação de alto porte para mostrar as crianças o jeito correto de usar os celulares, “tablets” e entre outros é um dos fatores para a persistência do estorvo. Por esse viés, para Rupi Kaur,“A representatividade é vital”. A poetiza ilustra sua tese fazendo alusão a uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, a questão da exposição de telas no crescimento das crianças é fortemente impactada pela lacuna de representatividade no problema, que não está sendo vigorosamente encarnada pelas autoridades, sejam governamentais, sejam midiáticas. Dessa forma, o tema não recebe a atenção devida, o que acaba por dificultar a atuação sobre ele.
Convém ressaltar, ainda, que o cuidado familiar para com os filhos ainda apresenta brechas e por isso funciona como causa para a permanência do problema. Nesse sentido, o sociólogo Talcott Parsons afirma que a família é uma máquina de produzir personalidades humanas. A problemática do tempo passado nas telas funciona como um pensamento que é passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que se passa dentro das casas das pessoas brasileiras. Por exemplo, de acordo uma pesquisa feita pela EPM/Unifesp, 28% das crianças entrevistadas ainda passam um longo período em frente às telas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas que possam mitigar os impactos causados pelo tempo excessivo ficado em exposição a telas no desenvolvimento infantil. Para isso, é essencial que o Estado invista no setor de divulgação, por meio de anúncios com pessoas de alta popularidade para que alcancem crianças e adultos também, a fim de que a sociedade brasileira se conscientize sobre esses fatos.