O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 16/09/2022

Conforme Hans Jones, filósofo alemão, o indivíduo deve agir de modo a preparar o ambiente para as gerações futuras. Diante disso, infere-se que as atitudes tomadas pelos seres humanos no século XXI contrastam com as ideias do filósofo, tendo em vista que o uso indiscriminado de dispositivos tecnológicos por crianças , o qual gera graves impactos para o desenvolvimento desses indivíduos será um problema cada vez maior com o passar das gerações, não só pela falta de cooperação dos segmentos sociais, mas também dos segmentos políticos.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a carência de ações efetivas por parte dos governantes como umas das causas dos impactos negativos para as crianças quanto ao uso de telas. Nesse perspectiva, Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, as autoridades rompem com essa conformidade, pois são insuficientes campanhas em prol do bem-estar das crianças no que concerne a questão em foco, o que fomenta, por exemplo, atraso na fala e transtornos psicológicos nesse grupo. Logo, é inaceitável que a situação perdure.

Ademais, convém destacar um dos principais pontos dessa problemática: a ausência de cooperação por parte das escolas e das famílias. Conforme o pensador Habermas,a razão comunicativa constitui em uma etapa fundamental no desenvolvimento social. Sob esse viés, a falta de diálogo a respeito dos prejuízos causados pelo uso de telas para o desenvolvimento das crianças, faz com que haja mais a perpetuação dos impactos negativos no que tange à questão em foco, dado que esses males ficam ocultos, e a solução para a problemática se torna inerte. Assim, discorrer criticamente a problemática é fundamental para o progresso.

Portanto, urgem medidas para reverter a problemática em questão. Nesse tocante, é crucial que o Estado, detentor do poder público e promotor do bem-estar social, implemente políticas públicas em prol do combate aos impactos negativos da pauta em foco, com o auxílio de institutos educacionais e sociais. Isso pode ser feito por meio do direcionamento e da organização de mais recursos para esse fim, com o escopo de preparar o ambiente para as gerações futuras, conforme Jones. Assim, existirá a cooperação supracitada a favor do público-alvo.