O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 16/09/2022

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, os impactos deletérios da exposição a telas no desenvolvimento infantil são fatos sociais patológicos. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.

Nesse panorama, o descaso do poder público é um indubitável promotor dos impactos negativos da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado, porquanto o Estado não oferece as devidas instruções aos cidadãos sobre os riscos do uso exagerado de tecnologias nos primeiros anos de vidas. Dessa forma, as mazelas associadas, como déficit de aprendizagem e dificuldade de concentração, são aprofundadas pela inoperância estatal, já que não oferece um planejamento estratégico para coibir a utilização de celular por indivíduos menores de cinco anos, como conscientização.

Ademais, a falta de devido foco da imprensa é uma notória incentivadora dos impactos degradantes da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Nessa perspectiva, conforme a Carta Magna, os meios de comunicação devem cumprir a sua função social. Conquanto, a Constituição Cidadã é desrespeitada, visto que não há um esforço para evidenciar a importância de manter as crianças protegidas de longos períodos de exposição a “gadgets”, como “smarthphones”. Assim, o futuro do Brasil é comprometido pelo criminoso papel de instituições renomadas, como os jornais.

Portanto, é mister haver um debate sobre o impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil. Diante disso, os congressistas devem, por meio da sanção do presidente, criar incentivos financeiros para empresas que invistam em atividades lúdicas, como a leitura, a fim de que haja um país melhor. Somado a isso, a mídia deve, com o auxílio da sociedade civil, destinar um espaço para a discussão de formas de resguardar os jovens, cumprindo o documento máximo.