O impacto da exposição a telas no desenvolvimento infantil

Enviada em 12/09/2022

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à qualidade de vida e ao bem-estar social. Entretanto, o excesso da exposição de telas no desenvolvimento infantil impossibilita o desfrute desse direito na prática e tem como causas os aspectos culturais e a displicência estatal.

Em primeiro lugar, é importante destacar que tal conjuntura está atrelada aos aspectos culturais. Isso porque, segundo o sociólogo Herbert José, o país não muda pela economia ou política, mas sim pela cultura. Sendo assim, nota-se que os hábitos culturais têm papel relevante na formação dos costumes em uma sociedade, pois se a população não possuir uma cultura que valorize a luta para que o uso excessivo de aparelhos eletrônicos seja substituído pela leitura ou a

prática de atividades físicas, os indivíduos desse meio não serão capazes de notar a importância de uma comunidade que visa garantir a democracia. Nessa perspectiva, é necessário que a sociedade exerça a cidadania.

Ademais, se deve salientar a displicência estatal como outro desafio a ser combatido. Sob esse viés, para o filósofo Aristóteles, a política deveria ser utilizada como um meio para alcançar o equilíbrio pelo uso da justiça. No entanto, ao observar a exposição excessiva de telas no desenvolvimento infantil, infere-se a não validação do pensamento aristotélico, uma vez que para validar a dimuição do uso descontrolado da tecnologia no desenvolvimento infatil, é preciso efetivar leis para a divulgação de campanhas que levem a informação aos pais e responsáveis legais sobre as consequências da problemática, como por exemplo a redução do contato com o ambiente externo fora das telas de aparelhos eletrônicos. Dessa forma, o desenvolvimento social é prejudicando enquanto a problemática persistir.

Infere-se, portanto, que o excesso da exposição de telas no desenvolvimento infantil reflete os valores praticados. Logo, para mudar essa condição, é preciso que o Ministério da Cidadania crie campanhas publicitárias, por meio das redes sociais - os quais são os principais veículos formadores de opinião- a fim de garantir à população o direito universal assegurado pela ONU.